Joaquim Barbosa parece nunca ter se acomodado ao que parecia ser o caminho natural para ele. O hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, aos 58 anos aparece com destaque na mídia em meio ao histórico julgamento do mensalão.Filho de um pedreiro, cresceu ouvindo que nas festas de aniversário de famílias mais abastadas deveria ficar sempre no fundo do salão. Mas Joaquim, quando criança, preferia não ir às festas a ter de se submeter à humilhação de ficar separado dos colegas.Dario Alegria, um primo distante de Joaquim, diz que naqueles tempos os garotos negros da cidade eram vítimas de forte preconceito. “Mas o Joaquim quebrou toda essa lógica, ele era diferente, nunca levava desaforo para casa e não aceitava humilhação”, acredita.O pai de Joaquim morreu há dois anos. Ele atribui muito do seu perfil à influência de Benedita, sua mãe, evangélica da Assembleia de Deus há 45 anos.Criado em Paracatu, interior de Minas Gerais, desde criança, Joaquim trabalhou com o pai. Por vezes ajudando a fazer tijolo, em outras entregando lenha num caminhão velho da família.Joaquim Rath, um amigo de infância do ministro, lembra que na casa da família Barbosa não havia sofá, geladeira nem televisão. Só uma mesa com cadeiras. Ele morava com os pais e mais sete irmãos “Mas com o Joaquim não tinha essa história de negro humilde e pobre, e ele não se subordinava aos ricos e brancos”, lembra.Em 1971, a família foi tentar a vida em Brasília, a 250 quilômetros de Paracatu. Na capital federal, Joaquim se formou em Direito. Depois, foi aprovado no concurso para oficial de chancelaria do Itamaraty e posteriormente em outro, para procurador da República.Fez doutorado na Sorbonne, em Paris, foi professor visitante na Universidade Colúmbia, em Nova York, e na Universidade da Califórnia. Barbosa fala quatro idiomas além do português: inglês, alemão, italiano e francês.O tio, José Barbosa, de 78 anos, lembra que o menino tinha alguns hábitos estranhos: lia tudo o que encontrava, escrevia no ar, cantava em outros idiomas e gostava de andar com o peito estufado, imitando gente importante. “Todos viam que o Joaquim seria alguém quando crescesse”, afirma.O ministro Joaquim é relator do processo do mensalão. Nos últimos dias condenou por crime de corrupção ativa José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, que formavam a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT). Em novembro vai assumir a presidência do STF. Na internet já existe uma campanha para que seja presidente da República.“O ministro incorpora uma espécie de herói do século XXI. Precisávamos de uma pessoa com o perfil dele para romper com os rapapés aristocráticos, pois chegamos ao limite da tolerância com a calhordice no poder”, diz o antropólogo Roberto DaMatta.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Joaquim Barbosa é filho de uma evangélica
Joaquim Barbosa parece nunca ter se acomodado ao que parecia ser o caminho natural para ele. O hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, aos 58 anos aparece com destaque na mídia em meio ao histórico julgamento do mensalão.Filho de um pedreiro, cresceu ouvindo que nas festas de aniversário de famílias mais abastadas deveria ficar sempre no fundo do salão. Mas Joaquim, quando criança, preferia não ir às festas a ter de se submeter à humilhação de ficar separado dos colegas.Dario Alegria, um primo distante de Joaquim, diz que naqueles tempos os garotos negros da cidade eram vítimas de forte preconceito. “Mas o Joaquim quebrou toda essa lógica, ele era diferente, nunca levava desaforo para casa e não aceitava humilhação”, acredita.O pai de Joaquim morreu há dois anos. Ele atribui muito do seu perfil à influência de Benedita, sua mãe, evangélica da Assembleia de Deus há 45 anos.Criado em Paracatu, interior de Minas Gerais, desde criança, Joaquim trabalhou com o pai. Por vezes ajudando a fazer tijolo, em outras entregando lenha num caminhão velho da família.Joaquim Rath, um amigo de infância do ministro, lembra que na casa da família Barbosa não havia sofá, geladeira nem televisão. Só uma mesa com cadeiras. Ele morava com os pais e mais sete irmãos “Mas com o Joaquim não tinha essa história de negro humilde e pobre, e ele não se subordinava aos ricos e brancos”, lembra.Em 1971, a família foi tentar a vida em Brasília, a 250 quilômetros de Paracatu. Na capital federal, Joaquim se formou em Direito. Depois, foi aprovado no concurso para oficial de chancelaria do Itamaraty e posteriormente em outro, para procurador da República.Fez doutorado na Sorbonne, em Paris, foi professor visitante na Universidade Colúmbia, em Nova York, e na Universidade da Califórnia. Barbosa fala quatro idiomas além do português: inglês, alemão, italiano e francês.O tio, José Barbosa, de 78 anos, lembra que o menino tinha alguns hábitos estranhos: lia tudo o que encontrava, escrevia no ar, cantava em outros idiomas e gostava de andar com o peito estufado, imitando gente importante. “Todos viam que o Joaquim seria alguém quando crescesse”, afirma.O ministro Joaquim é relator do processo do mensalão. Nos últimos dias condenou por crime de corrupção ativa José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, que formavam a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT). Em novembro vai assumir a presidência do STF. Na internet já existe uma campanha para que seja presidente da República.“O ministro incorpora uma espécie de herói do século XXI. Precisávamos de uma pessoa com o perfil dele para romper com os rapapés aristocráticos, pois chegamos ao limite da tolerância com a calhordice no poder”, diz o antropólogo Roberto DaMatta.
Jogador Tinga conta seu testemunho na Igreja Batista da Lagoinha
Nesta segunda-feira (8) a Igreja Batista da Lagoinha recebeu o jogador Tinga, do Cruzeiro, que esteve ministrando para os presentes no culto “Enchendo a Bola”. O armador esteve falando sobre sua conversando e sobre o que Deus tem feito em sua vida. O culto é voltado para jovens atletas, amadores ou profissionais que fazem parte do ministério Rede de Esportes da IBL. Tinga iniciou sua carreira em 1997 e já participou de diversos times brasileiros e também no exterior. Em seu currículo consta o bicampeonato da Libertadores da América pelo Internacional (2006 e 2010), por este mesmo time ele participou de 160 partidas, marcando 20 gols. O atleta também comemora quatro partidas com a camisa da seleção brasileira. Ainda no auge da carreira, Tinga passou a fazer parte do time do Cruzeiro, estando como armador da equipe desde maio deste ano. Além do jogador, o culto também teve a participação especial da banda PraGod de Sabará. O culto “Enchendo a Bola” é liderado pelo pastor Roger Martins.
Pastor Silas Malafaia afirma que usará vídeo para “arrebentar” com a candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo
O pastor Silas Malafaia voltou a afirmar que fará o possível para que Fernando Haddad não seja eleito prefeito de São Paulo.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo afirmou que vai “arrebentar” com Haddad, e que se ele for eleito, não será com os votos dos evangélicos: “Haddad já está marcado pelos evangélicos como o candidato do kit gay. Não vamos dar moleza para ele. Haddad pode até ganhar, mas não com os votos dos evangélicos”.
A estratégia de Malafaia envolve a apresentação de um vídeo em que um ativista gay afirma que pegaria em armas para defender os interesses do movimento homossexual, se fosse necessário.
-Vou mostrar um encontro dos ativistas gays dizendo no Congresso Nacional que pegariam em armas contra os religiosos e dizer que é isso que ele está apoiando. Vou arrebentar em cima do Haddad – declarou Malafaia.
O candidato apoiado pelo pastor, José Serra, recebeu também o apoio do pastor Jabes de Alencar, líder da Assembleia de Deus do Bom Retiro e presidente do Conselho de Pastores de São Paulo, que reúne 6 mil líderes, de acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.
Ainda segundo Jardim, o candidato se reunirá com o pastor Silas Malafaia durante essa semana, para alinhar a estratégia de campanha para o segundo turno em São Paulo.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
Lições de amor e respeito baseadas na Bíblia são sugestões de presente para o Dia das Crianças
São os livros lançados pela editora Mundo Cristão e criados especialmente para as crianças das mais diversas faixas etárias.
Além de incentivar o hábito da leitura, os livros foram escritos em uma linguagem de fácil entendimento , com belas ilustrações e também com alguns recursos lúdicos que ajudam a criançada a fixar os ensinamentos.
A Crítica
Mães depositam bebés indesejados em "caixa para bebês" de igreja de Seul; assista
Segundo o pastor, tem havido um aumento no número de bebés abandonados na «caixa» desde Agosto, altura em que as leis de adoção foram alteradas.
A Coreia do Sul está a tentar livrar-se da imagem de país onde é fácil arranjar bebés para adotar por parte de estrangeiros.
Registaram-se no país casos de bebês abandonados em banheiros e outros locais públicos, uma situação que Lee Jong-rak tenta evitar.
"No mês passado tivemos dez bebês abandonados na "caixa". E este mês já recebemos outros cinco. Perguntava-me o porquê deste aumento, e então percebi que tinha havido mudanças na lei da adoção", refere o pastor.
Atualmente, Lee tem a seu cargo 20 crianças, muitas das quais com deficiências físicas ou mentais, na sua casa de dois andares
Algumas pessoas, contudo, criticam o pastor, considerando que encoraja as mães a abandonarem as crianças indesejadas.
DD
sábado, 6 de outubro de 2012
PMs de Cristo: associação realiza jogo beneficente entre policiais do Bope e time sub-20 do Santos F. C.
Os PM’s de Cristo realizaram, no último domingo, 30/09, uma partida beneficente entre policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro) e o time sub-20 do Santos Futebol Clube.
O objetivo da partida era arrecadar donativos para instituições de caridade que são apoiadas tanto pelo Santos F. C., quanto pela Associação dos PM’s de Cristo de São Paulo.
De acordo com informações do portal Terra, nos vestiários, antes da partida, em oração os policiais não deixaram sua vocação de lado: “Procuramos defender os indefesos e libertar os escravizados”.
Durante o jogo amistoso, que terminou 7 x 1 para o time da baixada, ouviram-se brincadeiras com os bordões que ficaram famosos no filme “Tropa de Elite”. Jogadores do Santos, após perceberem que venceriam a partida, passaram a dizer aos policiais que deveriam desistir: “Pede pra sair”.
Após a derrota, não foi divulgado pelo grupo de PM’s cristãos se serão feitas outras ações como essa.
Rivaldo conta como testemunhou de Jesus no Uzbequistão, 9ª país na lista de perseguição religiosa
O jogador Rivaldo, astro da Copa de 2002, e atualmente no Kabuscorp, time de Angola, contou como foi sua temporada morando no Uzbequistão, país conhecido como um dos que mais perseguem os cristãos no mundo.
Rivaldo falou ao Portas Abertas sobre a temporada que passou no país, e como encarou a falta de liberdade para exercer e expressar sua fé. Ele diz que por ser uma pessoa conhecida não passou por tantas dificuldades, mas a população local sofre com a opressão.
“Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil, para mim não foi tão difícil por ser uma pessoa conhecida, mas para eles, é duro. Sei que Jesus nos levou até lá para sermos luz, testemunhas vivas”, diz. Ele conta a emoção de estar com os cristãos locais: “o mais emocionante foi ter convivido com cristãos locais. Ver a alegria deles por estarmos lá… A esperança de que Jesus não tinha se esquecido deles”, recorda.
Mesmo com a popularidade, o astro futebolístico não ficou imune à falta de liberdade de expressão. Ele descreve o episódio que ocorreu quando usou uma camisa com os dizeres “Jesus number 1”. “Quando vi no site, eles haviam apagado o nome “Jesus” e falaram que não poderia mais fazer aquilo, mas continuei fazendo. Não por palavras mas por atitudes”.
Apesar disso, ele conta que seu período no país asiático foi bastante compensador e que pode testemunhar de Jesus aos cidadãos locais. “Quando cheguei lá, começamos a fazer culto em casa, mas, senti em meu coração que deveria participar de uma igreja local, que eu deveria ser testemunha de Jesus aos uzbeques, e foi o que fiz, eu e todos os brasileiros começamos a participar de uma igreja local. Foi um tempo maravilhoso!”, resume.
Durante sua estada no país, Rivaldo diz que não “impôs sua opinião”, mas impactou a muitos por meio de suas atitudes. “E sei que muitos deles foram impactados”, garante.
“Nunca negarei a Jesus. É por Ele e para Ele que vivo”, finaliza.
Episódios de perseguição não são incomuns no país. Em agosto, um cristão batista teve que pagar uma alta soma em dinheiro como multa por guardar em sua casa literatura religiosa. O governo do Uzbequistão exige que grupos religiosos se registrem e proíbe algumas atividades como proselitismo, bem como a publicação, importação e distribuição de materiais religiosos sem licença.
O país é atualmente classificado no 9º lugar na lista dos países que mais perseguem os cristãos, segundo o Portas Abertas.
Por Jussara Teixeira para o Gospel+
A vergonhosa escolha de um religioso como ‘O Maior Brasileiro de Todos Tempos’
O que se esperar de um povo que não conhece sua própria origem?
Na noite da quarta-feira (03), o SBT divulgou a final de “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”.
A votação deu-se em duas fases: a primeira fase com mais de um milhão de votações e uma segunda com eliminatórias entre os 12 melhores colocados. Ficaram para a final a Princesa Isabel, Chico Xavier e Santos Dumont.
Com 71,4% dos votos, o médium espírita Chico Xavier foi anunciado com “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”.
O programa foi baseado no formato criado pela BBC de Londres, “The Greats”, e teve por fim eleger aquele que fez mais pelo Brasil e que se destacou pelo seu legado à sociedade.
A motivação que levou a escolha do religioso destoou totalmente do objetivo principal proposto pela emissora. A escolha foi religiosa, indubitavelmente, uma vez que o Brasil é um país voltado à religiosidade e o dois outros finalistas nada tem a ver com religião, isto aliado à falta de interesse dos brasileiros pelo conhecimento de sua própria história.
Dos três finalistas, quem mais de destacou por seu legado à sociedade brasileira? Santos Dumont, inventor do avião, Princesa Isabel que assinou a lei que aboliu a escravidão no Brasil ou Chico Xavier que psicografou inúmeras mensagens espíritas?
A escolha de Chico Xavier é um reflexo da cultura diminuta arraigada no seio da sociedade brasileira.
Além de Dumont e Princesa Isabel, pode-se citar outros exemplos como o médico sanitarista Carlos Chagas que foi o primeiro e único cientista da história da medicina mundial que em sua empreitada contra a malária fez a descoberta de uma das mais perigosas doenças infecciosas: a doença de Chagas ?
Seu relevante e destacado trabalho recebeu vários destaques e impediu que milhões de pessoas, não só no Brasil, mas mundo afora, fossem e sejam mortas, após infectadas pelo protozoário Trypanosoma cruzi.
Se os brasileiros tivessem conhecimento suficiente de sua própria história e cultura, a escolha seria realmente feita baseada em fatos relevantes e não por paixão somente.
O que se esperar de um povo que em pleno processo de julgamento do Mensalão – que é considerado o maior escândalo da história republicana – ou na véspera de eleições está mais preocupado com ‘Carminha’ de ‘Avenida Brasil’?
Chico Xavier como ‘O Maior Brasileiro de Todos os Tempos’ certamente é motivo de vergonha e não de ovação, pelo menos para os que amam a cultura e a história.
Televisões evangélicas investem em Israel para alcançar judeus
Existem cerca de 20 mil judeus convertidos em Israel hoje.
A evangelização é legal em Israel, embora o governo, por vezes, restrinja e desencoraje tal prática. “Uma das coisas que eu acho ofensiva é que eles se vangloriam de seu trabalho missionário”, disse Ellen Horowitz, diretora de pesquisa da Jewish Israel, um grupo criado em 2008 para controlar e neutralizar a atividade dos missionários cristãos em Israel. “Eles são realmente muito diretos quando fazem isso.”
Horowitz disse que o proselitismo é um assunto delicado em Israel. “Nosso povo tem passado por maus bocados em outros países, por conta de perseguição ou tentativa de assimilação”, disse. “Agora quando as pessoas finalmente chegam em uma nação judaica alguém quer empurrar uma cópia do Novo Testamento em hebraico em suas gargantas”.
Quando a Daystar estreou em Israel, em 2006, gerou tamanha revolta no público mais conservador que o canal foi temporariamente suspenso e só voltou ao ar depois de uma batalha judicial.
Desde então, grupos evangélicos tem ampliado constantemente sua presença em Jerusalém.
Na primavera passada, o evangelista Mike Evans arrecadou US$ 10 milhões para montar uma sede de seu ministério no centro de Jerusalém onde quer montar um espaço de evangelização cristã.
Em julho, o missionário Rick Ridings, sobrinho de Paul Crouch, que dirige um centro de missões e intercessão perto do Monte Sião, conseguiu reunir centenas de jovens judeus durante um festival de música gospel de três dias na capital Tel Aviv. Seu tio, que está ampliando o alcance da TBN, que já possui 18 redes transmitindo em sete idiomas, entende que “o cristianismo não está tão bem representado em Israel como poderia”, disse ele. “Esperamos igualar e dar o cristianismo uma plataforma melhor.”
Alguns israelenses estão acolhendo melhor os membros da comunidade evangélica nos últimos tempos, vendo-os como parceiros estratégicos, tanto política quanto economicamente.
Elen Horowitz reconhece que: “Com todos os milhões de dólares que eles estão dando, é mais difícil para o governo dizer não.” Ela calcula que o número de congregações evangélicas em Israel cresceu para 150, e que reúnem cerca de 20.000 judeus convertidos. Em 1987, eram apenas 3.000.
Com tudo isso, as emissoras cristãs se vangloriam que seus mantenedores estão vendo um número recorde de judeus se converterem ao cristianismo. “A colheita está crescendo muito rápido”, finaliza Crouch.
Traduzido de LA Times via Gospel Prime
Psicólogos alertam para "consequências" em crianças adotadas por casais gays

RFI
Hollywood faz nova aposta em temas bíblicos
A enorme arca de madeira, com mais de 40 metros, de "Noah", filme sobre o herói bíblico Noé que está em fase de produção, não vai carregar apenas um monte de animais, mas também uma das maiores apostas de Hollywood dos últimos anos.
"Noah", épico de US$ 125 milhões da Paramount Pictures, da Viacom, estrelado por Russell Crowe e dirigido por Darren Aronofsky, é um dos filmes carregados de religião que estão sendo produzidos pelos principais estúdios de cinema.
Existem razões econômicas persuasivas para Hollywood abraçar o Livro Sagrado. Os estúdios de cinema estão cada vez mais confiantes nesse tipo de material com audiência garantida, algo que a Bíblia — o livro mais vendido da história — certamente tem. E assim como os super-heróis das histórias em quadrinhos nos quais as companhias confiaram na última década, histórias bíblicas são facilmente reconhecidas pela audiência. Além do mais, elas são gratuitas: os estúdios não precisam pagar altas taxas de licenciamento para adaptar histórias e personagens já de domínio público.
Com inundações, pragas, incêndios e divisão de mares, os filmes bíblicos se tornam ótimos veículos para grandes orçamentos e efeitos especiais, característica que tem um apelo comercial poderoso para grande parte do público. A Paramount espera que "Noah" atinja, por meio da religião, 'pessoas que "necessariamente não vão ao cinema mais do que uma ou duas vezes ao ano", diz o vice-presidente do conselho de administração da empresa, Rob Moore.
Além de "Noah", o estúdio Warner Bros. Pictures, da Time Warner, está preparando um filme sobre Moisés, que está tentando chamar de "Gods and Kings", ou "Deuses e Reis", cuja direção está sendo negociada com Steven Spielberg, de acordo com pessoas próximas do assunto. Recentemente, a Warner Bros. também comprou o roteiro de "Pontius Pilate", ou "Pôncio Pilatos". Outro projeto relativo a Moisés, "Exodus", está sendo desenvolvido pela 20th Century Fox, da News Corp, com produção da Chernin Entertainment e direção esperada de Ridley Scott. (A News Corp. também é proprietária do The Wall Street Journal.)
A Sony Pictures está produzindo "The Redemption of Cain", "A Redenção de Caim", um filme sobrenatural imprecisamente inspirado na história fratricida de Caim e Abel, projeto programado para ser a estreia do ator Will Smith como diretor. E a Lionsgate irá distribuir "Mary, Mother of Christ", "Maria Mãe de Cristo", que tem sido anunciado como a "prequela" de "A Paixão de Cristo".
Só nos anos 50, Hollywood esteve tão apaixonada pelas escrituras como agora. Após a Segunda Guerra Mundial, os estúdios de cinema contavam com os épicos religiosos como veículos para suas maiores estrelas, como Charlton Heston, que estrelou "Os Dez Mandamentos", de 1956, sobre o êxodo de Moisés do Egito, assim como "Ben-Hur", filme de 1959 a respeito do príncipe judeu que se tornou escravo e foi salvo por Jesus apenas para testemunhar sua crucificação. O épico bíblico de Cecil B. DeMille "Sansão e Dalila", lançado em 1949, foi outro sucesso.
Por volta dos anos 60, porém, inúmeros filmes do estilo épico-bíblico fracassaram, incluindo "A Maior História Jamais Contada", de 1965, que custou US$ 20 milhões, soma substancial para a época, e arrecadou apenas US$ 1,2 milhão. Como resultado, os caros musicais e filmes religiosos foram considerados culpados pelos problemas financeiros da indústria do cinema na época, segundo Drew Casper, historiador de cinema e professor da Universidade do Sul da Califórnia. "Esses gêneros passaram a ser evitados desde então", disse.
A secularização da cultura americana no pós-guerra que ganhou impulso nos anos 60 e 70 contribuiu ainda mais para a derrocada dos filmes bíblicos , de acordo com Caspar.
Para os estúdios, os benefícios comerciais de reviver os filmes bíblicos podem ser substanciais. Os heróis das histórias em quadrinhos em que Hollywood apostou nos últimos dez anos exigem que os estúdios paguem taxas de licenças para as editoras, autores e herdeiros que detêm os direitos dos personagens. A Marvel Entertainment, da Walt Disney, por exemplo, licenciou o seu Homem-Aranha para a Sony e o X-Man para a Fox. A Marvel recebe um porcentual da renda dos filmes, estimado por analistas em 5%. O licenciamento também abre portas para problemas como a prolongada batalha de direitos autorais que a Warner Bros. travou com relação à marca do Super-Homem.
A Bíblia também oferece inúmeros enredos e personagens dramáticos. "Se você está fazendo filmes épicos grandiosos, com efeitos especiais, vai acabar esgotando as opções de super-heróis voadores. [Os da Bíblia,] são super-heróis antigos", diz Bob Berney, que supervisionou o marketing de "A Paixão de Cristo" quando era presidente da Newmarket Films.
Ainda assim, o material bíblico apresenta vários desafios. As histórias não apenas têm sido objeto de séculos de interpretação e pesquisa acadêmica, mas individualmente, cada diretor executivo de estúdio e frequentador de cinema aborda o tema de acordo com o seu próprio ponto de vista — e religião é um assunto onde geralmente há pouco consenso.
A desvantagem potencial é significativa, diz Jonathan Bock, presidente da Grace Hill Media, empresa de marketing que ajudou vários estúdios de Hollywood a atingir o público religioso. "Se você fizer errado, não apenas não conquistará o grande público, mas também não atingirá o público alvo", diz.
Uma polêmica envolveu "A Última Tentação de Cristo", filme de 1988 de Martin Scorsese sobre a vida de Jesus Cristo e as tentações que ele enfrentou. O filme — incluindo a cena na qual Jesus se imagina fazendo sexo com Maria Madalena — atraiu a indignação de numerosos grupos fundamentalistas cristãos, que promoveram boicotes e protestos contra a obra e a Universal Studios. O filme, que foi banido em vários países por anos, foi um fiasco, arrecadando apenas US$ 8,4 milhões.
Vários executivos da indústria dizem que os estúdios hoje podem estar abertos às lições inspiracionais da Bíblia num período quando boa parte do mundo enfrenta problemas econômicos e o Oriente Médio é atormentado por instabilidade política.
O diretor Paul Verhoeven, cujos créditos incluem "Livro Negro," "Showgirls" e "Instinto Selvagem", diz que se sentiu motivado a desenvolver "Jesus de Nazaré", longa-metragem baseado em um livro que ele co-escreveu, porque acredita que a cultura moderna pode se beneficiar da história de Jesus.
"Acredito firmemente que o que chamo de nova ética de Jesus — ame seu inimigo — deve ser aplicada ao pensamento humano e que isso não é feito com muita frequência", diz Verhoeven.
O filme de Verhoeven está sendo financiado pela produtora de Chris Hanley, cujos filmes incluem "Psicopata Americano" e "Virgens Suicidas".
Alguns diretores descobriram recentemente uma outra motivação: contrapor-se à onda de violência que agita o Oriente Médio como resultado de um vídeo anti-islâmico publicado no YouTube, da Google.
"Esse filme provocou tamanha destruição, e quando vejo algo como isso acontecer, espero que talvez eu possa ajudar de alguma forma", diz Mary Aloe, produtora de "Mary, Mother of Christ".
A Paramount elaborou o cronograma de produção de "Noah" de modo a ter tempo hábil para que o roteiro pudesse contar com consultas a especialistas no estudo da Bíblia e, na fase de pós-produção, com testes de pré-exibição para grupos religiosos. Como resultado, o filme só deve ser lançado em 2014.
O filme, escrito por Aronofsky (que dirigiu "Cisne Negro"), Ari Handel e John Logan (um dos roteiristas de "Gladiador"), está sendo rodado nos Estados Unidos e na Islândia agora.
Devido ao fato de o livro de Gênesis, que é a base para o filme, fornecer apenas um simples esboço da história de Noé, Aronofsky e sua equipe terão de detalhar a narrativa com suas próprias interpretações. E é aí que as coisas podem se complicar.
"Há uma interpretação criativa que adentra em pontos que não estão diretamente expressos no material, e então você sempre corre o risco de as pessoas se ofenderem com essas histórias", diz Moore.
Uma vez que esse processo for concluído, o desafio passa a ser levar para as salas de cinema tanto o público em geral quanto o público religioso, processo que depende de marketing especializado para os ávidos por filmes baseados na fé, assim como de marketing voltado para os que buscam os filmes comerciais.
A equipe de marketing de "A Paixão de Cristo" enfrentou de forma bem-sucedida essas necessidades. "Nosso trabalho foi torná-lo mais 'Coração Valente' ", disse Berney. "Na verdade torná-lo um filme de ação épico."
Para "Noah", a Paramount planeja empregar uma estratégia de marketing de duas vertentes.
"Para o público que costuma frequentar o cinema, nós vamos vendê-lo como um filme de ação/aventura com efeitos visuais espetaculares e um grande diretor e um elenco fantástico", diz Moore. O estúdio também vai "apelar diretamente para grupos que esperamos que buscarão no filme uma forma de discutir e pensar sobre uma história de fé, seja com a família ou mesmo atingindo grupos de jovens."
The Wall Street Journal
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
'Cadinho' da vida real é preso por cárcere privado e agressão
O ex-gari conhecido por ser cover do cantor Elvis Presley foi preso nesta quarta-feira (19), em Indaiatuba (SP), após denúncia feita por uma de suas quatro mulheres. Além de ser mantida em cárcere privado, ela disse em depoimento à polícia que também era agredida por Sandro da Silva. Após depoimentos, a delegada Ruth Daniel de Souza decidiu prendê-lo preventivamente.
"Um casal compareceu na delegacia dizendo que a afilhada deles estava sendo mantida em cárcere privado. Eu pedi que uma equipe fosse até o local constatar o fato e a hora que a equipe chegou eles já foram recebidos por um menino, que já veio pedindo socorro. Uma mulher também pegou as coisas dela e saiu correndo de casa", disse a delegada.
A mulher disse para a delegada que vive com Silva há seis anos. "Ela (falou) que não pode sair de casa sozinha ou, se sai, o filho fica sob ameaça de uma espada, de um punhal". Ele deve responder pelos crimes de lesão corporal e ameaça. De acordo com Ruth, um rapaz, que seria "ajudante" do ex-gari nas ações, também foi preso.
Na casa do suspeito, os policiais encontraram facões, bonecos e vários materiais que seriam usados em rituais de magia negra.
Armação
Silva acha que foi vítima de uma armação, por ciúmes. "Meu erro foi ter passado a noite fora de casa com uma pessoa. O que ela (a denunciante) fez ela ameaçou há oito meses ter feito por eu estar com uma determinada pessoa conversando". Ele acha que há alguém "instruindo" a mulher que disse ser mantida em cárcere privado.
Armação
Silva acha que foi vítima de uma armação, por ciúmes. "Meu erro foi ter passado a noite fora de casa com uma pessoa. O que ela (a denunciante) fez ela ameaçou há oito meses ter feito por eu estar com uma determinada pessoa conversando". Ele acha que há alguém "instruindo" a mulher que disse ser mantida em cárcere privado.
A denunciante deverá passar por exame de corpo delito. As outras três mulheres também prestaram depoimento mas, segundo a polícia, negaram as denúncias.
'Cadinho' da vida real
Silva ficou conhecido, além de imitar Elvis Presley, por manter relacionamento com quatro mulheres, semelhante ao personagem Cadinho, vivido pelo ator Alexandre Borges na novela 'Avenida Brasil'.
Silva ficou conhecido, além de imitar Elvis Presley, por manter relacionamento com quatro mulheres, semelhante ao personagem Cadinho, vivido pelo ator Alexandre Borges na novela 'Avenida Brasil'.
No dia 26 de agosto, Silva e as mulheres concederam uma entrevista ao Fantástico, confirmando que cada uma delas tem um contrato de união estável com o "marido". A ação não é permitida por lei, segundo a reportagem.
Um mês após sair da prisão, Cabo Bruno é assassinado
Conhecido na década de 1980 por comandar esquadrão da morte, ex-PM foi morto quando chegava em casa, em Pindamonhangaba, no interior de SP.
O ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, conhecido como Cabo Bruno, foi morto a tiros pouco antes da meia-noite desta quarta-feira, na porta da casa onde morava, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. O crime ocorreu 34 dias depois de Bruno obter um indulto e sair da prisão. Fora da cadeia, ele atuava como pastor evangélico, atividade que iniciou quando cumpria pena – foram quase 28 anos atrás das grades, dos quais 20 ininterruptos.
Por volta das 23h45, quando o ex-PM voltava de um culto na cidade de Aparecida acompanhado de parentes, dois homens se aproximaram e dispararam cerca de 20 tiros em Bruno, de acordo com a Polícia Militar. "Segundo testemunhas, eram dois homens que chegaram a pé e atiraram somente contra ele (Cabo Bruno). Não foi anunciado assalto. Havia um carro próximo do local, possivelmente utilizado pelos atiradores na fuga. Não temos pistas ainda sobre a autoria. Provavelmente foi um crime de execução, porém isso ficará agora a cargo da Polícia Civil investigar", afirmou o tenente Mário Tonini, da 2ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar.
Cabo Bruno não chegou a ser levado a um hospital, pois morreu na hora. Peritos estiveram no local do crime e recolheram cápsulas de uma pistola ponto 40 – calibre utilizado pela Polícia Militar – e de outra arma, calibre 380.
Esquadrão da morte – Acusado de matar ao menos 50 pessoas, Cabo Bruno ficou conhecido na década de 1980, quando estaria no comando de um esquadrão da morte. Ele foi preso em 26 de setembro de 1983. Durante o período de reclusão, foram registradas três fugas, sendo a última recaptura em maio de 1991. Ele havia sido condenado a 117 anos, quatro meses e três dias de reclusão.
Após cumprir 20 anos de prisão ininterrupta, Cabo Bruno adquiriu o direito ao indulto. No cárcere, Florisvaldo de Oliveira tornou-se religioso, virou pastor evangélico e se casou com uma cantora gospel.
Em agosto de 1984, VEJA publicou uma matéria com uma entrevista concedida pelo ex-policial, então com 25 anos. Foragido da polícia na época, o acusado deu um relato frio e rico em detalhes sobre suas atividades criminosas. "Matei porque essas pessoas fizeram mal a muita gente", justificou os crimes praticados.
Depoimentos da época afirmam que a maioria das vítimas de Cabo Bruno eram criminosos da periferia da zona sul de São Paulo. Ele disse que "perdeu a conta" dos assassinatos a partir da 33ª vítima. Antes de ter sido preso e expulso da corporação, o policial chegou a jurar que era inocente. O assassinato de Bruno foi registrado no Distrito Policial Central de Pindamonhangaba, onde será investigado.
AE via Veja
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Pastor Silas Malafaia afirma que “qualquer um está suscetível à opressão demoníaca”. Leia na íntegra
Opressão e possessão demoníacas são assuntos muito abordados por determinadas denominações, e fonte de dúvidas para diversos cristãos que não estudam o assunto a fundo.
O pastor Silas Malafaia publicou um texto em seu site sobre o tema e diferenciou as duas questões. Malafaia explicou que opressão demoníaca “é a influência direta de demônios sobre as pessoas, como podemos constatar em diversas referências bíblicas no Novo Testamento (Lucas 4.18,19; Atos 10.38)”.
O pastor ressaltou que a ação dos demônios nesses casos é indireta, mas com consequências visíveis: As forças malignas invadem um lugar e começam a exercer pressão sobre as pessoas, enfraquecendo a resistência moral e espiritual. O ambiente parece ‘pesado’. Se as pessoas não estiverem armadas nos caminhos do Senhor e atentas às investidas do inimigo, poderão ser levadas à preguiça, ao desânimo, às incertezas, à desobediência, à exaustão física e até à depressão. Para isso, os demônios procuram os pontos mais vulneráveis e investem o máximo até encontrarem uma brecha para destruir a pessoa ou seu lar – conceituou, antes de complementar: “Qualquer um está suscetível à opressão maligna, inclusive os cristãos”.
Sobre a possessão, o pastor citou os efeitos visíveis, antes de explicar o assunto: “É a presença de um ou mais demônios no corpo de uma pessoa. Embora não tenhamos certeza da razão pela qual acontece a possessão demoníaca, sabemos que os espíritos malignos podem prejudicar a pessoa e fazer com que ela se afaste de Deus”.
Malafaia ainda mencionou casos registrados na Bíblia como exemplos de efeitos de uma possessão: “Um exemplo bíblico conhecido é o gadareno endemoninhado, que dia e noite andava clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras (Marcos 5.5). Então, quando os demônios não só oprimem a pessoa, mas passam a controlá-la, existe um caso de possessão [veja outros casos em Mateus 9.32,33; 12.22; Marcos 9.17-27]”.
Confira abaixo, a íntegra do texto do pastor Silas Malafaia sobre o assunto:
Pr. Silas, qual a diferença entre opressão e possessão demoníaca?Satanás não vem senão a roubar, a matar e a destruir (João 10.10). Para isso, ele utiliza, entre outras estratégias, a opressão e possessão. Qual a diferença entre as duas? Opressão é a influência direta de demônios sobre as pessoas, como podemos constatar em diversas referências bíblicas no Novo Testamento (Lucas 4.18,19; Atos 10.38).As forças malignas invadem um lugar e começam a exercer pressão sobre as pessoas, enfraquecendo a resistência moral e espiritual. O ambiente parece “pesado”. Se as pessoas não estiverem armadas nos caminhos do Senhor e atentas às investidas do inimigo, poderão ser levadas à preguiça, ao desânimo, às incertezas, à desobediência, à exaustão física e até à depressão. Para isso, os demônios procuram os pontos mais vulneráveis e investem o máximo até encontrarem uma brecha para destruir a pessoa ou seu lar.Qualquer um está suscetível à opressão maligna, inclusive os cristãos. Outro meio de oprimir as pessoas é tentar levá-las à mentira, a práticas ilícitas, à obsessão por dinheiro, à idolatria, e causar enfermidades.Veja o caso de Jó, que foi oprimido com a permissão de Deus e coberto por uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça (Jó 2.7). Para vencer essas investidas de Satanás e seus demônios, é preciso estar em constante oração, jejum e leitura da Palavra.E o que é possessão? É a presença de um ou mais demônios no corpo de uma pessoa. Embora não tenhamos certeza da razão pela qual acontece a possessão demoníaca, sabemos que os espíritos malignos podem prejudicar a pessoa e fazer com que ela se afaste de Deus.Um exemplo bíblico conhecido é o gadareno endemoninhado, que dia e noite andava clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras (Marcos 5.5). Então, quando os demônios não só oprimem a pessoa, mas passam a controlá-la, existe um caso de possessão [veja outros casos em Mateus 9.32,33; 12.22; Marcos 9.17-27].Resumidamente, qualquer pessoa pode ser oprimida pelo diabo, mas só os que não são templo do Espírito Santo podem ser possuídos. Afinal, onde o Espírito de Deus habita o inimigo não pode entrar. Por isso, aquele que está ¬ firme nos caminhos do Senhor não corre o risco de ser possuído.Atente para a Palavra de Deus, que alerta: Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (1 Pedro 5.8).
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
Em livro, bispo Edir Macedo responsabiliza Igreja católica por prisão em 1992
Na biografia de Edir Macedo,“Nada a Perder”, lançado em agosto, o líder da Igreja Universal do Reino de Deus decide contar sua versão sobre sua prisão em 1992.
Macedo conta que sua detenção teve relação com o Vaticano. Boa parte da obra revela pesadas críticas à Igreja católica, segundo a Folha de S. Paulo.
Logo no início do livro, Macedo refere-se à sua prisão em 1992 sob a acusação de charlatanismo, curandeirismo e estelionato. Na terceira página faz referência aos católicos, que, segundo ele, são os responsáveis pela detenção.
“O Clero Romano mandava e desmandava no Brasil, mais do que nos dias de hoje (…) A Cúria não admitia o surgimento de um povo livre da escravidão religiosa imposta por eles”, diz o livro.
De acordo com a Folha de S. Paulo, ele conta ter visto um “homem de batina” fazendo anotações durante seu depoimento ao juiz que havia decretado a prisão.
O texto faz referências a casos de pedofilia na Igreja Católica. Ele conta também que quando se converteu destruiu as imagens de santos gritando “desgraçados”.
Sem citar nomes, ele ataca desafetos como Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus e até o cunhado R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, que fundou a Universal juntamente com Macedo.
No caso de Santiago, a briga é antiga e tem relação com a fuga de fiéis para a igreja do ex-pastor da Universal.
Já R.R. Soares teve divergências sobre os rumos da igreja e foi destituído após votação interna. Ele é classificado por Macedo com um pregador vaidoso e que tentou convencer a mãe de Macedo a não ser fiadora na questão de um aluguel. O imóvel em questão era uma antiga funerária que veio a se tornar o primeiro templo da Universal.
O livro, escrito em coautoria com o jornalista da TV Record Douglas Tavolaro tem 288 páginas e faz parte de uma trilogia contada em primeira pessoa.
Por Jussara Teixeira para o Gospel+
“Misticismo na igreja brasileira é falso evangelho”, diz Hernandes Dias Lopes
O reverendo Hernandes Dias Lopes, da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES) escreveu em seu Facebook sobre o misticismo presente na igreja brasileira.
Segundo o líder religioso, algumas igrejas trocam o evangelho da graça por rituais estranhos às Escrituras. “O misticismo de algumas igrejas brasileiras beira ao ridículo”, afirma.
De acordo com Lopes, algumas igrejas têm entre seus líderes obreiros inescrupulosos que, em nome de Deus, “torcem a Palavra de Deus, e conduzem o povo pelos atalhos sinuosos do engano para auferir vantagens pessoais”.
Entre os elementos que associa ao misticismo, ele cita a rosa ungida, água benzida, sal grosso, toalhas suadas, que, ao seu ver, distanciam as pessoas da “pureza e simplicidade do evangelho”.
Muitos desses elementos são distribuídos e até vendidos em igrejas neopentecostais. Esse segmento da igreja evangélica estão entre os que mais crescem em número de fiéis no Brasil.
O teólogo Wemerson Marinho, em sua análise “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal” citado pelo jornalista Johhny Bernardo diz que nas igrejas neopentecostais existe a falta de uma liturgia eclesiástica e a pouca atenção dada às Escrituras Sagradas como a única regra de fé e conduta. Não somente isso, mas também a falta de estudo e discipulado consistente fazem com que os indivíduos que recorrem aos templos neopentecostais permaneçam adeptos de crendices e continuem a praticá-las.
Marinho explica que os místicos são induzidos a prescindir da Bíblia e a se basear apenas em suas experiências. “Este é um dos grandes problemas dos neopentecostais, pois eles colocam suas experiências acima da Bíblia e dão a ela uma interpretação particular fora dos recursos hermenêuticos”, diz.
Segundo Hernandes Dias Lopes, expedientes como os objetos e práticas místicas “atraem multidões, mas não levam o povo à fonte da salvação”.
“Precisamos erguer nossa voz e dizer que esse misticismo é um outro evangelho, um falso evangelho”, conclui Lopes.
Por Jussara Teixeira para o Gospel+
Papiro que cita mulher de Jesus é falsificação moderna, diz estudioso
O papiro foi apresentado pela professora Karen King, de Harvard.
A professora Karen ainda não se manifestou sobre o assunto.
Terra
Igreja da Austrália afirma que padres abusaram de mais de 600 crianças
A Igreja Católica do Estado australiano de Victoria confirmou que mais de 600 crianças foram abusados por seus padres desde a década de 30. O arecebispo de Melbourne, Denis Hart, descreveu as cifras como "horrendas e vergonhosas".
O número de vítimas de abuso foi divulgado após determinação feita por um inquérito parlamentar sobre os casos de abusos praticados por membros do clero católico no país. Mas ativistas afirmam que o número verdadeiro de vítimas de abuso na Austrália pode chegar a 10 mil crianças.
Diálogo aberto
A Igreja afirma que os 620 casos que divulgou começaram a ser registrados há 80 anos e que a maior parte deles teria ocorrido entre as décadas de 1960 e 1980. O clero católico australiano disse estar ainda investigando outros 45 casos.
Em um comunicado, o arcebispo Hart afirmou que é importante estar aberto para "falar sobre os horríveis abusos que aconteceram em Victoria e em outras partes".
"Vemos neste inquérito uma forma de ajudar a reparar o mal contra os que sofreram abusos, examinar a resposta da Igreja de forma mais ampla, especialmente nos últimos 16 anos, e oferecer recomendações para aprimorar os cuidados dados às vítimas e melhorar as medidas preventivas que estão sendo implementadas", afirmou o relgioso no documento.
O abuso de crianças por padres católicos têm sido um grande tema de debate na Austrália nos últimos anos. Durante uma vista à Austrália em julho de 2008, o papa Bento 16 se encontrou com algumas das vítimas e fez um pedido público de perdão pelos abusos.
BBCBrasil via Terra
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