quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CBF proíbe realização de cultos religiosos durante concentrações

O diretor da Confederação Brasileira de Futebol, CBF, Andrés Sanchez, decidiu proibir a realização de cultos religiosos nas concentrações onde os jogadores ficam antes das partidas da seleção brasileira"Comigo não vai haver cultos. Quem quiser, que vá rezar no seu quarto", afirmou Sánchez durante uma sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo em parceria com o site UOL nesta segunda-feira, 6.

O treinador minimizou a importância dos cultos e classificou a prática como sendo mais um fator de ‘distração’ para os jogadores.
"Sou contra cultos", afirmou, para em seguida se explicar. "A religião não atrapalha, o que não pode é eu ser católico e te obrigar a ser católico", completou. "Culto, comigo não vai ter. Não sou contra religião. Acho que os cultos não atrapalham. Mas sou contra", completou.
Sánchez enfatizou que qualquer ato dos jogadores não pode atrapalhar os outros. “Os jogadores se fecham (nos quartos) com o iPad... Pelo amor de Deus, o que fazem lá?! Mas podem fazer o que quiser na concentração enquanto não incomodar o próximo", disse.
Ele listou ainda os vários fatores que potencialmente atrapalham o preparo dos jogadores na concentração: "antigamente, eram as mulheres. Depois, vieram as cartas e depois a religião. Hoje tem a internet". A prática de cultos é um costume antigo nos vestiários das seleções. Na última Copa do Mundo, na África do Sul, por exemplo, o auxiliar técnico Jorginho promoveu cultos evangélicos durantes as concentrações que tinham a participação de vários atletas cristãos, como Kaká, Lúcio, Josué, Felipe Melo e Luisão.

Interessante: Células do bebê trazem cura para as mães

Um argumento pró-aborto típico se apoia na premissa de que o bebê dentro do útero de sua mãe ataca a integridade física dela. O bebê em desenvolvimento é visto nesse ponto de vista como um intruso, um parasita, uma ameaça à autonomia da mãe. De acordo com essa perspectiva, a mulher grávida é vista como estando sob ocupação. O único jeito de ela continuar a exercer seu interesse na integridade física, diz esse argumento, é ser libertada por meio da eliminação e expulsão do invasor.
Mas a ciência pinta um quadro vastamente diferente sobre o relacionamento real entre um bebê no útero e sua mãe, mostrando que, longe de ser um parasita, o bebê em gestação pode curar sua mãe pelo resto da vida dela, pois as células benéficas do bebê passam para o corpo da mãe durante a gravidez.
Jena Pinctott, escritora científica, explora esse relacionamento em seu livro que foi lançado em outubro de 2011: “Do Chocolate Lovers Have Sweeter Babies?: The Surprising Science of Pregnancy” (As Amantes de Chocolate Têm Bebês Mais Doces? A Surpreendente Ciência da Gravidez).
A ciência vem estudando o fenômeno do microquimerismo das células fetais por mais de 30 anos, depois que pesquisadores da Universidade de Stanford ficaram chocados em 1979 ao descobrir o sangue de uma mãe grávida contendo células com cromossomos sexuais Y. Considerando que as mulheres só têm cromossomos X, eles concluíram que as células só podiam ter entrado no corpo dela a partir do bebê do sexo masculino que ela estava carregando.
Valendo-se de estudos de biologia, genética reprodutiva e epigenética, Pinctott fez um esboço em seu livro do que a ciência aprendeu desde a descoberta de Stanford.
“Durante a gravidez”, escreveu ela, “as células dão um jeito de atravessar a placenta em ambas as direções. As células do feto entram na sua mãe, e as células da mãe entram no feto”.
Os cientistas descobriram, disse ela, que as células fetais de um bebê aparecem mais vezes nos seios saudáveis de uma mãe e menos vezes numa mulher que tem câncer no seio (43 versus 14 por cento).
Pinctott indicou que à medida que a quantidade de células fetais no corpo de uma mãe aumentam, a atividade de doenças de autoimunidade tais como artrite reumatoide e esclerose múltipla diminuem. Ela chamou a evidência de “tentadora” de que as células do bebê em gestação podem oferecer para a mãe mais resistência contra certas doenças.
Certo tipo de células fetais que entra no corpo da mãe é as células-tronco do bebê. As células-tronco têm o que Pinctott chama de “propriedades mágicas” em que elas podem “se transformar” em outros tipos de células por meio de um processo chamado diferenciação. As células-tronco fetais do bebê podem realmente se tornar as próprias células da mãe que completam seu fígado, coração ou cérebro.
No que qualquer especialista em ética poderia declarar como legítima “terapia de células-tronco embrionárias”, as células-tronco fetais do bebê migram para os lugares machucados da mãe e se oferecem como remédio de cura, se tornando parte do próprio corpo da mãe. Pinctott escreve que tais células foram encontradas em “tireoides e fígados enfermos e se transformaram em células de tireoide e fígado respectivamente”.
Pinctott chama a evidência de “impressionante” de que as células fetais de um bebê “reparam e rejuvenescem as mães”.
O especialista em genética Dr. Kirby Johnson, do Centro Médico Tufts de Boston, e a professora Carol Artlett, pesquisadora da Universidade Thomas Jefferson da Filadélfia, apoiam as ideias de Pinctott. A pesquisa deles mostra que quando uma mulher engravida, ela adquire um exército de células protetoras — o que se poderia chamar de um presente vindo de seu bebê — que permanece com ela durante décadas, talvez até o fim da vida dela.
Johnson e Artlett conversaram com Robert Krulwich da Rádio Pública Nacional numa entrevista de 2006. Na pesquisa deles, Johnson descobriu que uma colher de chá de sangue de uma mãe grávida continha “dezenas, talvez até centenas de células… do bebê”. A ciência tem mostrado que no final da gravidez de uma mãe, até 6 por cento do DNA no plasma de sangue dela vem do bebê.
“Achávamos que elas [as células fetais no corpo da mãe] seriam atacadas sem demora. Achávamos que seriam eliminadas em questão de horas, ou mesmo dias. O que descobrimos é que esse não é o caso, de forma alguma”, disse Johnson.
Artlett apontou que ainda que uma mulher tenha um aborto espontâneo ou deliberadamente aborte seu bebê, as células do bebê em gestação, apesar disso, permanecem com a mãe, até mesmo por décadas.
Johnson e Artlett defendem a hipótese de que as células fetais do bebê têm um propósito benéfico, de não prejudicar a mãe, mas protegê-la, defendê-la e curá-la pelo resto da vida dela, especialmente quando ela fica gravemente enferma.
“Há muita evidência agora começando a se tornar conhecida de que essas células podem realmente ser curadoras”, disse Artlett.
Durante a entrevista, Johnson contou o caso de uma mulher que foi internada num hospital de Boston com sintomas de hepatite. Ela era usuária de drogas intravenosas com histórico de cinco gravidezes: um nascimento, dois abortos espontâneos e dois abortos provocados. Johnson especulou que ela estaria carregando muitas células fetais.
No processo de examiná-la, a equipe médica realizou uma biópsia do fígado. Uma amostra do fígado dela foi enviada para um laboratório para ver se alguma célula fetal havia se ajuntado à área enferma do fígado dela. O que eles descobriram foi de surpreender.
“Encontramos centenas… e centenas de células fetais”, disse Johnson, acrescentando que eles viram “literalmente coberturas de células, áreas inteiras que pareciam normais”.
Os cientistas estão ainda tentando apurar o que faz com que as células do bebê trabalhem no corpo da mãe dessa forma sinergética.
Pinctott fica tentando imaginar quantas pessoas deixaram seu DNA no corpo das mães. “Qualquer bebê que tenhamos concebido”, conclui ela.
Pinctott vê algo “belo” nisso. “Muito tempo depois do parto, nós mães continuamos a levar nossos filhos, pelo menos em certo sentido. Nossos bebês se tornam parte de nós, exatamente como nós somos parte deles. As barreiras foram derrubas; os limites não são mais fixados”.
Talvez não seja nada poético dizer junto com Pinctott que um bebê vive uma existência inteira no coração e mente da mãe.
Traduzido e adaptado de Life Site News

Igrejas estão proibidas de fazer anúncios dizendo “Deus pode curar você”


Denúncia no Reino Unido de “publicidade enganosa” gera revolta entre cristãos.
Jesus pode curar qualquer doença? A Bíblia diz que sim, mas a entidade reguladora da publicidade na Grã-Bretanha está impedindo anúncios que proclamam o poder de Deus.
A Advertising Standards Authority, ou ASA, disse a missão Healing on the Streets [Cura nas ruas] (HOTS) está fazendo alegações falsas sobre a capacidade de curar pessoas doentes pela fé. O ASA está forçando a HOTS mudar seu slogan de “Deus pode curar você” para “Acreditamos que Deus pode curar você”.
“Nós pedimos que o HOTS não faça afirmações explícitas ou implícitas que, ao receber uma oração de seus voluntários, as pessoas podem ser curadas”, explicou o ASA, em um comunicado. ”Também dissemos para eles não citarem em seus anúncios doenças que necessitam de supervisão médica… [os anúncios] poderiam estimular falsas esperanças. Eles foram irresponsáveis”.
A tentativa de impedir a propaganda da missão ocorreu após a inglesa Hayley Stevens fazer uma queixa formal no órgão.
“Fiquei bastante preocupada com as afirmações que eles fazem sobre doenças e problemas de saúde que este grupo parecia querer resolver apenas com uma oração”, escreveu ela em seu blog.
O motivo seria um folheto distribuído pela missão que afirma: “Deus pode ​​te curar de qualquer doença: úlceras, depressão, alergias, fibromialgia, asma, paralisia, fobias, distúrbios do sono”.
A missão HOTS planeja apelar à decisão. O grupo considera “estranho” que um órgão publicitário tente impedi-los de propagar a fé cristã.
As regras sobre publicidade do Reino Unido estão entre as mais duras do mundo. ”O ASA ainda exigiu que assinássemos um documento concordando em não afirmar o que cremos. Isso é inaceitável, pois seria absurdo eles pedirem a qualquer grupo de não fizesse declarações sobre suas crenças religiosas ou filosóficas”, disse um representante da HOTS. ”Reconhecendo algumas das preocupações da ASA, mas há certas coisas que não podemos concordar, incluindo a proibição de expressarmos nossas crenças”.


Com informações, tradução e adaptação de Charisma News e Religion News 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

“Não acredito na Igreja”, desabafa importante teólogo católico

O suíço  Hans Küng  foi ordenado padre, mas hoje não exerce o sacerdócio. Mesmo assim,  é considerado um dos pensadores mais influentes da teologia atual. O teólogo católico completou 83 anos e é autor de dezenas de livros. Ele ficou conhecido por suas opiniões contundentes e nada ortodoxas como defender o sacerdócio das mulheres ou o uso da pílula.
Hoje preside a Fundação Ética Mundial, instituição interdisciplinar com sede em Tübingen. É considerado um teólogo “independente”, sem autorização eclesiástica, desde 1979, quando a Congregação para a Doutrina da Fé lhe privou da licença.
Afirma ter sido castigado por falar sem reservas, mas ao mesmo tempo conquistou o respeito de pensadores católicos e protestantes do mundo todo.
Ele foi um amigo muito próximo do cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento 16, quando ambos tinham seus 30 anos, eram “progressistas” e brilhantes, que aspiravam a renovar a Igreja.
Alguns anos depois, se afastaram. Enquanto Bento XVI se apegou à tradição e à ordem, Hans Küng continuou defendendo o diálogo e o progresso.
Sua análise do futuro da igreja é desesperançada. Na Europa moderna, a fé cristã enfrenta uma crise sem precedentes. Desde os anos 1960 a igreja vê diminuir o número de vocacionados. Cada vez mais paróquias ficam sem serviço religioso e os mosteiros definham sem mudança geracional. A crise do catolicismo apostólico romano na Europa há muito está instaurada.
“Já é hora de que o Vaticano abandone um sistema absolutista que data do século XI. Foi então que os papas foram criados com todo o poder e impuseram o clericalismo, isto é, a preponderância dos padres que marginaliza os leigos. Isso não pode continuar!”, afirma com convicção ele que se declara “um membro fiel da Igreja, que acredita em Deus e em Cristo, mas não na Igreja”.
Em sua opinião, “A Igreja Católica está doente. Seu mal é uma hierarquia absoluta que não faz parte essencial da sua natureza. Não é algo imprescindível. É preciso desenvolver o Concílio Vaticano II”,  defende.
Embora ainda mantenha contato com o amigo Ratzinger, Kung não acredita que ele trará mudanças. Limita-se a dizer “A Igreja Católica está doente… Eu tinha ilusões, mas agora tenho clareza que a mudança não virá das mãos de Ratzinger” e acrescenta “espero que o próximo papa seja muito diferente”.
Com informações de UNISINOS

Grupos de ativistas gays exigem posicionamento favorável de Dilma Rousseff para aprovar o PLC 122


Dois grupos de ativistas gays do Rio de Janeiro – Grupo Gay Atitude e Grupo Itaboraí, estão fazendo campanha para ter o apoio da presidente Dilma Rousseff na aprovação do PLC 122 – Projeto de Lei que criminaliza a opinião contra a prática homossexual.
O Projeto de Lei foi retirado de pauta no dia 8 de dezembro pela senadora Marta Suplicy, que temia a reprovação do PLC 122. Na ocasião, Marta Suplicy  (PT-SP), em face do risco de perder a votação, pediu o reexame do projeto de lei da Câmara, o que indignou a Bancada Evangélica que havia se mobilizado para “sepultar” o PLC 122.
A campanha faz uma exigência para que Dilma Rousseff se posicione de forma favorável ao PLC.

Pastor indiano pede ajuda à Igreja brasileira


Mapati Yesuvaraprasad necessita de Bíblias e suporte financeiro para ajudar a Igreja indiana.
Pastor e missionário na Índia, Mapati Yesuvaraprasad, 62 anos, trabalha integralmente pelo país visitando casas, pregando para enfermos, e nos cultos e reuniões a noite. “Pela fé, estamos servindo ao Senhor como tem nos orientado e obedecendo a vontade Dele em todo tempo”, compartilha o pastor. 
O cotidiano de Mapati não é diferente dos missionários de Cristo – que abriram mão do conforto para fazer a vontade de Deus. Junto com sua equipe de oito pastores e evangelistas, Mapati enfrenta dificuldades com as necessidades básicas de alimentação e saúde, mas, em entrevista para o Lagoinha.com, ele dá destaque às necessidades da obra. “(…) podemos colocar combustível para usar a moto para nos locomover e alcançar mais vidas. A cada mês, precisamos de ajuda para mantermos a Igreja e à nós mesmos. Também precisamos de Bíblias.”, conta. 
Além das necessidades materiais e financeiras, o pastor frisa a importância da intercessão da Igreja brasileira pela Índia – que, como vimos na entrevista com a missionária do Projeto Ashasthan, Anna Mma Chaco (link), precisa conhecer o amor de Deus para lutar contra a cultura e os hábitos que os distanciam da Bíblia. “Na nossa área a Igreja está bem, mas ao norte e leste do país enfrenta a idolatria aos ídolos hindus. Orem por nós para que Deus quebre o coração dos indianos, para que o aceitem como Senhor e Salvador. Clame para que Deus nos dê força para prosseguirmos, e que Ele levante mais missionários e pastores para amarem a Índia.”, pede Mapati.

Notícias Cristãs com informações do Lagoinha


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Estudo da Semana: Um Caminho Para Boas Escolhas

“Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.” 
Salmo 25:16
As nossas escolhas podem nos fazer felizes ou nos derrubar ao pó. E considerando que temos um péssimo hábito de escolher primeiro, para ver depois como é que fica, podemos nos ver embaraçados em redes malignas. E agora, é possível consertar uma escolha errada? O que se pode fazer para remediar isso é o tema deste estudo.
A paz e a felicidade dependem de nossas escolhas. O ruim é que, às vezes, só descobrimos que fizemos uma escolha errada, depois que começamos a enfrentar as consequências. Embora o correcorre diário nos atrapalhe em andar mais íntimo com Deus, o seu amor nos constrange a dizer algo que desejamos que ajude.
É mesmo difícil lidar com as consequências de uma escolha errada. Há coisas que não são tão simples de apagar, como as palavras escritas na areia ou um texto rabiscado com um lápis. Olhamos para uma coisa e ao procurar pegá-la, podemos nos ferir. Foi isso que aconteceu com meu polegar esta semana. Estava limpando alguns papéis que caíram atrás do meu computador, quando espetei o dedo em um caco de vidro. Ação e consequência.
Tempo, família e Igreja. Pastor Paul Youngi Cho, em um de seus livros, posicionou uma hierarquia que primeiro vinha Deus, depois a família, e em seguida a Igreja. Recebi outro dia um email de um jovem que teve seu namoro interrompido, porque seus domingos estavam comprometidos com atividades de liderança em um grupo de louvor. Como colocou isso em primeiro plano e estar com sua amada em segundo, ela terminou o namoro, e ele ficou infeliz e até desistiu da Igreja.
Lembro-me que no ano em que comecei a namorar minha esposa, eu trabalhava, fazia faculdade, morava longe da família, lavava roupas no sábado pela manhã, participava da reunião de professores de EBD á tarde, ensaiava (banda) com a mocidade no domingo, dava aulas da Escola Dominical à tarde, e à noite tinha o Culto. Como fora Jesus quem tinha me mostrado a jovem, não tivemos grandes problemas. Contudo, procurei o superintendente da EBD e propus um trato: um domingo eu ficaria à tarde na Escola, mas no outro iria à casa da moça para namorar. Ele aceitou, e deu certo.
Tenho visto, e você também, como as pessoas erram neste assunto, colocando as atividades da Igreja sempre em primeiro lugar, em detrimento da família. Resultado? filhos e cônjuges aborrecidos – quando não desviados e horrorizados à simples menção da palavra: Igreja. Esse versículo não está na Bíblia, mas a paráfrase também é verdadeira: O que adianta ganhar o mundo inteiro, mas perder um filho ou a família inteira para o mundo?
Pensar primeiro, e escolher depois. Tomar decisões sem orar, sem planejar, é uma coisa que tem tudo para dar errado. Em assunto de namoro, então, nem me fale… Primeiro é a pressa, depois a dissimulação: a pessoa não gosta de alguém, mas finge (engana) que sim. A Bíblia é bem clara quanto a isso, é: Sim, sim ou não, não! O que passa disso, tem o dedo do malígno por trás. Brincar com o sentimento de outra pessoa é uma atitude que tem o nome de engano. E se fosse enganar alguém, na área sentimental, pode apostar que vai colher o troco. O contrário do engano – a sinceridade – é o caminho certo, para ter a bênção de Deus.
E o que fazer para reaver a paz ou a comunhão com Deus perdida, por causa de uma escolha errada? Bem, não existe um remédio milagroso que elimina todas as consequências de nossos atos ou omissões. Ficar deitado na poeira da derrota é a pior das atitudes, pois você será presa fácil do diabo. Se ele viu você caído, vai tratar de embaraçá-lo, de tal forma, para que nunca mais se levante. Há um versículo que trata deste assunto em Apocalipse 2:5 “Lembra, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não arrependeres”. O cristão que deseja se concertar com Deus e com o próximo ofendido, como um carro, deve ter “marcha ré”. Arrepender-se de coração, procurar a pessoa ou quem quer que seja, e agir: pedindo perdão a Deus e principalmente ao ofendido.
Se o pneu do carro estiver furado, não adianta consertar a porta.
E com essa analogia, queremos dizer que é preciso se humilhar sinceramente para conseguir tanto o perdão de Deus quanto da pessoa com quem falhamos. O diabo deseja que você não dê o braço a torcer. Que mantenha a soberba. Mas não é assim que Cristo nos ensina. Quer ver? Pedro vacilou feio, depois que disse ao Senhor que todos poderiam abandoná-lo, mas que ele nunca iria negá-lo… Pior que negou. Não uma, mas três vezes. E por isso ficou amargurado, e ainda levou outros discípulos de volta ao mar da derrota. E mesmo tendo sido abandonado, Jesus foi atrás de Pedro, para lhe dizer que os peixes estavam do lado direito do barco. Era só jogar a rede.
E esta palavra, leva a uma outra na Bíblia. Se teu irmão pecar contra ti, vai e converse com ele, e se ele se arrepender, perdoa-lhe. E se pecar sete vezes no dia sete vezes contra ti, e vier dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe. Aqui está o outro lado da moeda, alguém tomou uma atitude errada e você está sofrendo com isso. E vai continuar sofrendo, se não comunicar este fato ao irmão (pessoa não estranha) para que ele saiba. Se ele se humilhar e pedir perdão – maravilha! Mas, considere também que há uma possibilidade de que isso não aconteça, e nesse caso esteja preparado para perdoar em seu coração, mesmo que ele não mereça. O perdão e o amor são atitudes. Deus nos amou primeiro, sendo nós ainda pecadores.
E como se faz para se levantar da poeira da derrota ou buscar a presença de Deus perdida? O primeiro recurso é nunca colocar um ponto final em um assunto. Lucas 1:37, diz que “Para Deus não há nada impossível.” A não ser ajudar uma pessoa que teima em ficar do jeito que está – deitado no pó. Há vários versículos na Bíblia, onde vemos Deus dar essa ordem: Levanta-te! O olhar de Deus sempre está atento aos que insistem. Foi Jesus mesmo que ensinou isto em Lucas 18 – na Parábola do juiz iníquo. Para se levantar, é preciso buscar a presença de Deus em orações e jejuns. Não de forma mecânica e fria, mas com sinceridade de alma, pois não podemos enganar a Deus. Há também que se fazer um concerto com os homens.
Lembro-me de um moço que estava perdendo a casa para um falso irmão. O moço orava, agia, mas a casa estava sendo tomada. E por quê? Porque nosso irmão esta com a vida desordenada diante de Deus e dos homens. Devia a muitos; não pagava nem se justificava. Até fumar, estava fumando. Orientei para que procurasse seus credores e fizesse um compromisso de pagar suas contas. Do cigarro pediu perdão na Igreja. O que aconteceu? Os impedimentos saíram, e o diabo não teve mais como resistir ao anjo de Deus. Aqui volto a lembrar do caso do pneu furado. Se o problema é com o pneu, não adianta consertar a porta! É preciso fazer a nossa parte, agir quanto ao que é possível de fazer, para que, então, Deus trabalhe com as coisas impossíveis.
O desânimo é a pior das atitudes. Moisés era morto e Josué estava desanimado, a ponto de Deus insistir três vezes dizendo para se esforçar e ter bom ânimo. Se animar é crer que Deus pode mudar a ordem natural das coisas, é acreditar que no dia de amanhã você terá reconquistado a causa perdida, porque Deus agiu na sua vida.
E quando for tomar uma nova decisão, fazer uma nova escolha, não seja precipitado. E se tiver uma dúvida quanto ao negócio – não decida. Siga em frente somente depois de ter orado bastante e estiver com seu coração em PAZ.
A paz de Cristo,
 Autor: João Cruzué  

Barack Obama diz aos eleitores que governa segundo a fé cristã

A religião realmente tem sido tema na campanha presidencial nos Estados Unidos, tanto que na última quinta-feira, 2, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enfatizou sua fé cristã e disse que ora todos os dias pela manhã. Durante um pronunciamento para três mil eleitores o democrata afirmou que seu governo é orientado por sua fé.
Enquanto participava do evento denominado de Café da Manhã da Oração Nacional, em Washington, Obama fez questão de dizer que escuta a voz de Deus para poder enfrentar os desafios de seu país e que evita a “falsa religiosidade” assumindo uma atitude corajosa “diante da resistência ou indiferença”.
“Acordo todas as manhãs e faço uma pequena prece, e dedico um pouco de tempo às escrituras e à devoção”, disse o presidente americano que deve enfrentar nas urnas o republicano Mitt Romney que é mórmon.
Romney enfrenta rejeição por parte dos cristãos evangélicos que não aceitam os mórmons como cristãos. Nessa primeira disputada entre os candidatos do Partido Republicano o ex-pastor da Igreja Mórmon tem evitado falar de suas crenças pessoais, mas mesmo assim muitos enfatizam que ele não é um cristão legítimo, já que os ensinamentos dos mórmons não estão totalmente baseados na Bíblia.
Em seu discurso Obama não citou o possível opositor, mas fez questão de mostrar suas ações voltadas aos pobres com a intenção de acabar com a desigualdade social naquele país.
Com informações G1

Pastor critica evangélicos que postam palavrões nas redes sociais

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes da Igreja Presbiteriana do Brasil publicou em seu blog um artigo falando sobre evangélicos que postam fotos “meio-eróticas” e palavrões em suas páginas do Facebook. O religioso que tem mais de 3 mil amigos na rede social fica chocado em ver como os ditos seguidores de Jesus podem usar essas palavras em seu cotidiano.
O que o reverendo percebe é que as mesmas pessoas que postam declarações de fé e amor a Jesus também transmitem conteúdo com palavras “chulas e palavrões do pior tipo”. Nicodemus Lopes então questiona se é lícito um cristão falar ou escrever palavrões.
Ele lembra que muitos crentes justificam suas palavras dizendo que não tem nenhuma intenção maligna ou pornográfica ao proferir essas palavras. “Todo mundo usa, trabalho ou estudo num ambiente de descrentes e não quero parecer um ET”, exemplificou.
Mas o reverendo presbiteriano deixa alguns versículos bíblicos que condenam esse tipo de linguajar como Efésios 4:29 que diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”.
Não é apenas esse trecho da Bíblia que condena as palavras chulas, Efésios 5: 3-7 também alerta sobre conversação torpe, assim como outros versículos citados pelo chanceler do Mackenzie, que chega à conclusão de que “a pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrange não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras”.
Mas apesar de todas as justificações que possam ser feitas sobre as diferenças regionais e do vocabulário formal que agregou palavras que antes eram consideradas obscenas, o reverendo discorda que um cristão possa falar palavrões e vai mais longe: diz que isso é retrato de um cristianismo superficial.
“Acho que a vulgarização do vocabulário dos evangélicos é simplesmente o reflexo do que já temos dito aqui muitas outras vezes: o cristianismo brasileiro é superficial, tem muita gente que se diz evangélica, mas que nunca realmente experimentou o novo nascimento”, disse ele.
Confira o artigo na íntegra aqui.

Pastor americano é coroado rei por rabino durante culto

O bispo Eddie Long, líder da Igreja Batista Missionária do Novo Nascimento, em Atlanta, Georgia, recentemente se envolveu em um processo por ter supostamente abusado sexualmente de quatro adolescentes de sua igreja. Ele teria feito um acordo com as famílias dos envolvidos e desembolsado cerca de 20 milhões de dólares para encerrar o caso, que foi aberto em 2010.
Depois de ter pedido uma licença da igreja por algumas semanas para tentar evitar o divórcio pedido por sua esposa, ele voltou às suas atividades normalmente.
Porém, já se envolveu em outra polêmica. Durante um culto de sua megaigreja, realizado em 29 de janeiro, ele foi “coroado” rei pelo rabino messiânico Ralph Messer, líder do “Simchat Torah Beit Midrash”, autointitulada “congregação facilitadora de discussões religiosas entre vários grupos, culturas e denominações em todo o mundo”.
Messer é amigo de Long e um dos pregadores da “Conferência para Ampliação Econômica”, organizada pela igreja do Novo Nascimento, que possui mais de 25 mil membros.
Sendo o pregador convidado para o culto, Messer decidiu homenagear o bispo Long e fez uma espécie de ritual, entregando ao bispo um pergaminho hebraico de 312 anos. Explicando sobre  o principio do reinado bíblico, colocou um manto judaico sobre seus ombros e explicou que aquela era a vontade de Deus.
Diante da igreja lotada, Long sentou-se em uma cadeira similar a um trono. O rabino passou então a explicar que aquele homem pertencia a duas cortes diferentes, a da justiça e a das bênçãos. Os fiéis presentes aplaudiram enquanto Long permanecia calado.
O vídeo foi postado na internet alguns dias depois e tornou-se um viral, com mais de 600 mil acessos em poucos dias.
Críticas foram publicadas por dezenas de pastores em sites e blogs. Centenas de comentários nas redes sociais ajudaram a aumentar os acessos do vídeo e as criticas ao bispo. Will Gafney, professor de estudos judaicos e hebraico bíblico, escreveu um longo artigo para o Huffington Post enumerando todas as contradições e erros da, agora famosa, cerimônia de coroação.
Ele questiona todas as menções a textos bíblicos e conclui que tudo foi uma cena inventada por alguém que não conhece nem respeita o judaísmo.
Long só veio a se pronunciar ontem (5/2) após ser duramente repreendido pela Liga Antidifamação, organização que defende os direitos dos judeus em todo o mundo.
Bill Nigut, líder da Liga, afirma que o ritual criado por Messer não tem qualquer ligação com os ensinos do judaísmo e que Messer não é reconhecido como rabino pelos judeus americanos.
Em uma carta aberta, o bispo Long afirma que ele não sabia nem incentivou o evento e diz saber que sabe não ser um rei: “Rejeito qualquer ação que tente retrata-me como um rei, pois  sou simplesmente um servo do Senhor”.
O rabino Messer insiste que não houve desrespeito em suas ações: “Foi simplesmente uma maneira de honrar um homem que deu sua vida para o Senhor, para sua igreja, e para todo o mundo”. Perguntado sobre os eventos que quase puseram fim ao ministério de Long, Messer afirmou que os incidentes eram “apenas uma maneira de Deus chamar a atenção de Long… Toda crise produz oportunidade. Você precisa passar por uma descida antes de uma subida”.
Ele não quis se pronunciar sobre as condições em que se tornou rabino, mas já surgiu na internet outro vídeo onde ele fez o mesmo tipo de ritual no pastor Randy White, de uma megaigreja da Florida, em 2009.
Assista:
Traduzido e adaptado de Christian Post, Huffington Post e News One

domingo, 5 de fevereiro de 2012

'Vivemos uma linda história de amor', diz noiva de ex-padre de Salto, SP

Patrícia e o ex-padre Carlos com os filhos vivem em Salto, SP (Foto: Arquivo pessoal)
“Há três anos vivo com o homem dos meus sonhos: charmoso, gentil, companheiro e lindo. Sou uma mulher apaixonada e feliz, mas tive que lutar por esse amor”. Essas são as palavras de Patrícia Viviane Rosa, 33 anos, noiva de um ex-padre.
A história de amor de Patrícia começou quando ela ainda se recuperava do fim de seu primeiro casamento. Da relação, lhe restaram três filhos. A então moradora de Jundiaí, interior paulista, decidiu mudar de vida e há três anos se mudou para Salto, também no interior do estado.
Em busca de paz, ela procurou a igreja católica e foi assim que surgiu o que ela denomina de verdadeiro amor. “Eu não imaginava que era dentro de uma igreja, no altar, que eu iria me apaixonar perdidamente, como aconteceu. Foi tão difícil entender e aceitar este amor, mas não pude lutar contra ele”, afirma.
Nas idas às missas, Patrícia conheceu e se aproximou do pároco Carlos Eduardo Souza, 38 anos. Padre há muitos anos, o religioso sempre foi conhecido na cidade pela dedicação aos compromissos com a comunidade.
Destino ou não, as confissões e conversas fizeram com que a amizade entre eles se transformasse em amor. “Foi muito difícil, mas depois de muito bate-papo, desabafos, eu resolvi abrir meu coração e falei tudo que podia sobre meus sentimentos”, conta Patrícia.
A resposta que ela queria ouvir não foi imediata. Patrícia teve que esperar alguns dias para saber se conseguiria viver seu amor. Depois de um mês de licença, Carlos Eduardo pediu afastamento do cargo e deixou a batina.
O sentimento já tomava conta também do coração dele. “Eu tentei ficar longe, porque a minha vida religiosa era a coisa mais importante para mim. Deus faz parte da minha vida, foi muito mais complicado do que uma simples história de amor, fiquei dividido, mas me rendi ao coração”, explica Carlos.
Há três anos juntos, o casal tem um filho de um ano, e o menino, nascido no dia de Natal, é chamado por eles de "uma benção de Deus". Para o sustento da família, Patrícia montou um comércio pequeno, enquanto Carlos, desempregado, ajuda na construção da casa, onde pretende viver com a família.
A luta diária é só mais um motivo para unir o casal. “A nossa situação não é fácil, temos dificuldades, somos uma família de seis pessoas. Mesmo assim, é a realização de um sonho, pois há muito amor e logo terá as bênçãos de Deus”, revela Carlos.
A união do casal será celebrada na igreja onde a paixão começou. O ambiente é familiar principalmente para ele, mas, desta vez a emoção será diferente. O ex-padre ocupará uma posição distinta a que estava habituado há alguns anos: a de noivo. O casamento está marcado para dia 21 de abril.
Sem preconceito
Ambos relatam que a história de amor deles foi e continua sendo uma história respeitada na cidade. “Nunca tivemos problemas com isso. Aqui em Salto, todos nos conhecem e ficaram felizes com nossa união. Quando saímos às ruas da cidade, todo mundo fica curioso, para conhecer nosso bebê”, conta Patrícia.
Mesma história
Segundo a Associação Sem Rumos, entidade destinada a auxiliar famílias de ex-padres, mais de cinco mil párocos já deixaram o sacerdócio no Brasil para se casar.

"Eu sou viciado em sexo"

O drama de quem perdeu a família, o emprego e até a saúde para atender a um desejo insaciável e doentio. Como identificar e tratar esse distúrbio do prazer




Ricardo, engenheiro carioca de 41 anos, passou grande parte de seus anos de faculdade na noite. Saía desde terça-feira e se achava um garanhão: fazia sucesso com as amigas dos amigos. Quando não havia mais a quem ser apresentado, Ricardo passou a dedicar cada vez mais tempo a encontrar novas parceiras. Os amigos, as conversas e mesmo os estudos foram ficando para trás. A qualquer lugar que ia, sua preocupação era encontrar mulheres. A urgência era tão grande que um dia foi pego por um policial fazendo sexo com uma mulher dentro do carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Por pouco não foi parar na delegacia. Desconfiou que tinha um problema quando a fixação no sexo o levou a trancar a faculdade. 
• Mário, um profissional de saúde paranaense de 40 anos, tinha um bom relacionamento com a mulher, mas sempre se sentiu atraído por homens. Nunca transformara o desejo em prática, até que, num bate-papo on-line, marcou encontro com um desconhecido. Depois do primeiro, seguiram-se vários nos dois anos seguintes. Em uma semana, foram oito. Mário nem sabia seus nomes. Envergonhava-se daquele comportamento e o escondia. Um dia, descuidou-se. Deixou o programa de chat aberto no computador. A mulher descobriu e, arrasada, pediu a separação. Depois do divórcio, Mário entrou em depressão, começou a beber e, com medo de se tornar dependente de álcool, decidiu buscar ajuda. Descobriu no Alcoólicos Anônimos que seu problema não era a bebida, mas o sexo.
• Hugo, um corretor de seguros de 40 anos, de Fortaleza, tentou três vezes seduzir a própria sogra. Colocou a culpa na bebida, mas era só a fantasia crescendo. Quando ia para a praia, tinha de se masturbar no mar e, mesmo casado, tinha relações com várias mulheres, prostitutas entre elas. Chegou a pagar passagem de avião e hospedagem para uma delas visitá-lo. Um dia, voltando de uma festa em que não tinha ficado com ninguém, decidiu passar pela Avenida Beira-Mar, ponto de programas. Com o cartão de crédito estourado e sem dinheiro no banco, foi parar na casa de uma prostituta na favela e pagou com um tíquete-refeição. Nesse momento, percebeu que sua relação com o sexo não era como a de seus amigos. 
• Caio, um produtor musical de 48 anos, de São Paulo, viu sua vida sexual com a mulher murchar depois do nascimento da primeira filha. Na mesma época, suas viagens a trabalho se intensificaram. Longe de casa, num ambiente de festas, drogas e sexo, começou a ter aventuras. Durante a semana, voltava para a família e se acalmava. Mas a ansiedade por novos encontros aumentou, e Caio chegou a se hospedar sozinho num hotel em São Paulo em busca de mulheres. Numa das viagens de trabalho, numa festa, bebeu um pouco a mais e acabou ficando com um homem, mesmo sem nunca ter tido experiências homossexuais. Sua mulher desconfiou quando descobriu uma doença venérea.

• Cátia, uma economista de 54 anos que mora no Rio de Janeiro, não teve muitos parceiros. Mas sua vida era tragada pelo sexo dentro dos relacionamentos. Passou uma semana trancada no quarto, deixando para trás o trabalho num órgão público e o cuidado com as duas filhas. A necessidade de sexo se sobrepunha até às orientações médicas de parar de transar durante tratamentos ginecológicos. Depois de várias relações intensas e destrutivas, Cátia perdeu o controle sobre o próprio desejo. Com o fim do último relacionamento, passou a se masturbar dirigindo e também no ambiente de trabalho.

Dependência de sexo, comportamento sexual compulsivo e transtorno hipersexual. Há dúvidas sobre como classificar o distúrbio de Ricardo, Mário, Hugo, Caio e Cátia (os nomes são falsos), que acabaram buscando ajuda médica ou psicológica. O debate sobre o que os aflige acontece há mais de um século. A primeira referência vem do psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing, em seu livro Psicopatias sexuais, de 1886. Na obra, ele tenta categorizar o que chama de “desvios sexuais”. Discute a homossexualidade, o sadismo, o fetichismo e o que antigamente se chamava de ninfomania, o excesso feminino de sexo. Muitos dos comportamentos que Krafft-Ebing descreveu deixaram de ser considerados patológicos ao longo dos anos, das mudanças sociais e do avanço das pesquisas. O caso mais notório é a homossexualidade.
Mas o “desejo sexual excessivo” entrou para o rol do Código Internacional de Doenças, publicado pela Organização Mundial da Saúde. A quarta edição do Manual estatístico de doenças mentais (DSM, na sigla em inglês), a referência dos diagnósticos psiquiátricos, não tem uma categoria própria para o problema. Cita o comportamento sexual excessivo entre os “transtornos sexuais não especificados”. A próxima edição do DSM, prevista para 2013, deverá incluir uma menção a “transtorno hipersexual”.

É pouco provável, porém, que a nova classificação encerre o debate. Por dois motivos. Primeiro, porque sempre foi e será difícil estabelecer os parâmetros de normalidade do comportamento sexual humano. Não existe um limite ideal para o número de orgasmos ou para o tempo gasto com fantasias ou relações sexuais. Segundo, porque a quantidade de sexo, como sugere o termo “hipersexualidade”, não é o fator decisivo para o diagnóstico. “A dependência sexual não tem a ver com a intensidade da atividade sexual. Nem com sua frequência”, disse a ÉPOCA o psicólogo americano Patrick Carnes, fundador do International Institute for Trauma and Addiction

Professionals e um dos pioneiros do estudo da dependência sexual. “A principal marca do vício são as consequências que alguém sofre por causa de sua atividade sexual.” Se a pessoa perde o emprego, para de estudar ou se afasta da família por causa do sexo, é sinal de que há algo errado. “Quando alguém passa todo o tempo pensando em sexo, planejando, fazendo e se arrependendo, em vez de trabalhar, curtir a família, os amigos e outras atividades prazerosas, é um problema”, afirma Carnes.
Sexo, crack e cocaína Ricardo, Mário, Hugo, Caio e Cátia consideram-se dependentes de sexo. Em muitos momentos, referem-se ao sexo como os dependentes químicos falam do álcool ou da cocaína, sempre exigindo doses mais altas em intervalos cada vez menores. “Foi como injetar droga na veia”, diz Ricardo. “Cada um acha o barato que encaixa melhor.” Ou Mário: “Prometia que não faria mais, mas não conseguia. Era infinitamente mais forte que eu”. Hugo diz que, na recuperação, teve síndrome de abstinência, com insônia. “Eu me sentia refém. Era uma vontade interminável que não se satisfazia”, diz Cátia.

Fonte: G1

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Shofar, ícone religioso judeu impulsionado pelo cristianismo


O shofar, instrumento de sopro criado com o chifre de um animal, é um dos ícones da religião judaica, mas curiosamente só entrou na liturgia depois da diáspora, impulsionado pela iconografia cristã.
"A palavra shofar aparece 72 vezes no Antigo Testamento bíblico, mas sempre em contextos como batalhas, coroações, ocasiões especiais e desastres", disse à Agência Efe Phillip Vukosavovic, curador de uma mostra sobre o instrumento, exposta no Museu dos Povos da Bíblia até fevereiro. "Mas em uma única ocasião é possível atribuir à peça uma conotação religiosa: no ano do Jubileu (Yovel, a cada 50 anos)", acrescenta.
Nas traduções da Bíblia hebraica, o shofar é normalmente citado como uma "trombeta", apesar de estar longe de ser ou sequer parecer com uma, além de ser muito anterior.
Instrumento milenar, o chifre era comum no campo de batalha dos povos do Alto Mediterrâneo e Mesopotâmia, mas só o povo judeu manteve seu uso de maneira ininterrupta.
"Shofar" é na realidade o nome que os hebreus davam para o chifre animal, cuja massa óssea pudesse ser extraída facilmente de sua camada queratinosa. Segundo uma das responsáveis pela mostra, Noa Kremer, a exposição aborda dois aspectos, sendo um deles a origem histórica do chifre ritual e seu processo de produção. Ao contrário das crenças, esse chifre não deve ser de um animal puro, o "kosher", obedecendo às leis judaicas, mas sim de um tipo específico de chifre oco.
Existem mais de 100 animais que podem prover esse tipo de chifre, de maneira que cada povo pode extraí-lo das espécies mais comuns em sua região. Os judeus marroquinos, por exemplo, os encontram nos carneiros, já os iemenitas, nos antílopes africanos.
"O segundo aspecto da mostra é o caráter histórico, ou seja, o shofar como testemunha da história e de todos os eventos importantes para o povo judeu, alegres e tristes", explicou Noa.
Hoje, o chifre ritualístico pode ser encontrado facilmente em lojas de souvenir do moderno Estado de Israel, sendo utilizado em momentos importantes do país, como na eleição de um novo presidente, mas nem sempre foi assim. Historicamente, o uso do shofar era restrito às sinagogas apenas nos dois dias mais sagrados do calendário judeu: o Ano Novo (Rosh Hashaná) e o Dia do Perdão (Yom Kipur).
A Bíblia se refere às datas como "Yom Truá", mas em suas meticulosas descrições não falam em nenhum momento sobre instrumentos como o shofar.
"Tratava-se de um instrumento utilizado principalmente para eventos seculares, se transformou em utensílio religioso apenas com o início da diáspora (quando os romanos expulsaram os judeus durante o século I d.C)", explicou a historiadora, que atribui o seu novo uso ao desenvolvimento do cristianismo como religião no Império Romano.
"Assim como o cristianismo se apropriou de símbolos pagãos para se estabelecer como religião, o judaísmo fez o mesmo", comentou ao apontar para duas velas da exposição, tendo uma delas uma cruz e a outra um shofar.
O resto foi obra dos exegetas e rabinos que compilaram e analisaram o Talmude (conjunto de códigos de ética rabínica) nos séculos seguintes à destruição do Templo de Jerusalém (70 d.C.), que concederam ao instrumento seu atual uso religioso nas sinagogas nessas duas jornadas sagradas.
Apenas em 1948, com a criação do Estado de Israel, o shofar voltou a recuperar, em parte, seu uso em cerimônias de estado, uma prática quase regularizada desde que em 1967 o então rabino militar Shlomo Goren o tocou em frente ao Muro das Lamentações, no fim da Guerra dos Seis Dias.
Nem todos os shofares são próprios para o uso religioso, porque as exigências para este fim são mais rigorosas e os artesãos responsáveis por sua produção se inspiram em detalhistas tradições centenárias que não revelaram nem aos especialistas do museu.