terça-feira, 28 de outubro de 2014

Popularidade do Halloween cresce no Brasil



Segundo a pesquisa da National Retail Federation (NRF), mais de dois terços dos americanos irão comprar uma fantasia de Halloween este ano. Comemorado dia 31 de outubro, a festa conhecida por diferentes nomes ao redor do mundo deverá ter seu melhor resultado comercial nos 11 anos do estudo.
Estima-se que serão gastos mais de US$ 7,4 bilhões com doces, decorações e fantasias em 2014. O Halloween, chamado no Brasil de Dia das Bruxas vem ganhando popularidade nos últimos anos. Embora por aqui não seja feriado, um número recorde de empresas e marcas estão querendo usar a data para promover seus produtos.
Embora criticado por muitos, é inegável que essa festa que reúne pessoas fantasiadas e distribuição de doces já começa a fazer parte da vida de muitas pessoas no final de outubro.
Cerca de uma década atrás, começou-se a debater a instituição do “Dia do Saci”, uma versão abrasileirada do Halloween. Oficialmente o Estado de São Paulo oficializou a data em 2004, com a Lei nº 11.669. Desde 2003 existe o projeto de lei nº 2.762, de autoria do deputado federal Chico Alencar, (PSOL/RJ), que deseja instituir a data oficialmente em todo o país.
A escolha do Saci é para representar os seres sobrenaturais brasileiros, no lugar dos vampiros e bruxas mais populares no hemisfério Norte. Independentemente do nome que receba, ao que parece, sua chegada no país é uma tendência irreversível.
A comemoração do Halloween teve origem entre os povos celtas, da Inglaterra. Entre 30 de outubro e 2 de novembro faziam um grande festival chamado Samhain (literalmente, “fim do verão”), onde acreditavam que se abria uma espécie de portal para o mundo dos mortos. Por isso o costume de se servir comida (atualmente doces) para acalmar os espíritos que vinham para a terra nessa data.
Com a cristianização da Inglaterra, na Idade Média a Igreja Católica estabeleceu sua comemoração no dia 31 de outubro e o rebatizou de All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), pois seria véspera do Dia em que se lembravam os mortos. Com o tempo, sua pronúncia foi mudando até chegar ao termo atual “Halloween”.
O historiador David J. Skal explica que o conceito moderno de Halloween é inseparável da imagem vendida pela televisão e pelos filmes de Hollywood. “No Halloween, tudo vira de cabeça para baixo. A identidade pode ser descartada. Os vivos viram mortos e vice-versa. As sepulturas são abertas e nosso mundo é invadido pelo sobrenatural”.
Para muitos grupos cristãos, essa data nada mais é que uma versão popular de cerimônias pagãs e demoníacas, onde ocorrem invocações de espíritos das trevas. Não por acaso, as fantasias mais populares sempre foram de esqueletos, bruxas e diabos. Embora no Brasil a maioria das igrejas não fale abertamente sobre o assunto, já foram publicados vários livros cristãos alertando para os perigos de tal comemoração.
Harold L. Myra, escreveu um longo artigo na revista evangélica Christianity Today alertando que essas raízes pagãs não podem ser ignoradas pelos cristãos: “Para os antigos celtas, Samhain, o senhor da morte, enviava espíritos malignos para o mundo dos humanos. Com isso, gerava uma perigosa tentativa de se contatar o sobrenatural, o mundo espiritual e apaziguá-lo. O Halloween tornou uma época de fascínio cultural com o mal e o demoníaco”.
Nos últimos 20 anos, algumas igrejas decidiram organizar festivais alternativos, aproveitando a oportunidade do feriado para falar sobre o mundo espiritual da perspectiva bíblica. O pastor Anderson M. Rearick, sempre defendeu que os cristãos não devem fugir do assunto.
“Não podemos simplesmente entregar esse dia nas mãos do Diabo, o Grande Impostor, o Chefe dos mentirosos. Nenhum dia pertence a ele. Todos pertencem ao Senhor”.
Há quem tenha sugerido (sem muito sucesso) uma versão cristã da data, o Jesusween. A vlogueira cristã Fabiana Bertotti falou sobre a relação entre o cristão e o Halloween.
Em um número reduzido de igrejas no Brasil, dia 31 de outubro lembra-se a Reforma Protestante, de 1517, que deu origem ao movimento evangélico no mundo todo. Com informações de Mundo das Tribos eMeio Mensagem

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