quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Com apenas 56 eleitos, bancada evangélica encolhe a partir de 2015; Confira nomes



A bancada evangélica, formada por parlamentares que professam a fé cristã protestante, contará na próxima legislatura com 56 integrantes, segundo levantamentos realizados a partir das informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os principais nomes da bancada continuam sendo os já conhecidos do público por sua atuação diretamente ligada aos eleitores evangélicos, como os pastores Marco Feliciano (PSC-SP), Roberto de Lucena (PV-SP), Silas Câmara (PSD-AM), João Campos (PSDB-GO) e Eurico (PSB-PE).
Outros nomes bastante conhecidos do público evangélico que estarão na Câmara dos Deputados são o pastor Paulo Freire (PR-SP), o cantor Irmão Lázaro (PSC-BA), Hidekazu Takayama (PSC-PR), o apóstolo Ezequiel Teixeira (SD-RJ) e o pastor Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ).
A eleição com mais de 1,5 milhão de votos de Celso Russomano (PRB-SP) fez com outros sete parlamentares de seu partido fossem eleitos pelo coeficiente eleitoral, sendo quatro deles ligados à Igreja Universal do Reino de Deus: Roberto Alves, Antônio Bulhões, Vinicius Carvalho e Marcelo Squasoni, todos de São Paulo, de acordo com informações do Estadão.
Outros nomes que mantém atuação política mais institucional e sem tanta vinculação com as pautas propostas pelos evangélicos, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Clarissa Garotinho (PR-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ), reforçam as fileiras da bancada evangélica.
No entanto, mesmo com mais de 10% do total de deputados federais que tomarão posse em fevereiro, a bancada evangélica terá um número menor de integrantes a partir de 2015. “Em 2010 foram eleitos 70 deputados e três senadores. A bancada deverá seguir tendência natural de crescimento, como nas eleições anteriores [...] O DIAP classifica como integrante da bancada evangélica, além dos bispos e pastores, aquele parlamentar que professa a fé segundo a doutrina evangélica”, diz trecho do levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.
Confira abaixo, a lista de parlamentares da bancada evangélica a partir de 2015:
Silas Câmara (PSD-AM)
Irmão Lazaro (PSC-BA)
Márcio Marinho (PRB-BA)
Sérgio Brito (PSD-BA)
Erivelton Santana (PSC-BA)
Ronaldo Martins (PRB-CE)
Ronaldo Fonseca (PROS-DF)
Sérgio Vidigal (PDT-ES)
Manato (SD-ES)
Fábio Sousa (PSDB-GO)
João Campos (PSDB-GO)
Lincoln Portela (PR-MG)
Leonardo Quintão (PMDB-MG)
Stefano Aguiar (PSB-MG)
George Hilton (PRB-MG)
Weliton Prado (PT-MG)
Julia Marinho (PSC-PA)
Josué Bengtson (PTB-PA)
Anderson Ferreira (PR-PE)
Pastor Eurico (PSB-PE)
Rejane Dias (PT-PI)
Christiane Yared (PTN-PR)
Delegado Francischini (SD-PR)
Edmar Arruda (PSC-PR)
Hidekazu Takayama (PSC-PR)
Arolde de Oliveira (PSD-RJ)
Aureo (SD-RJ)
Benedita da Silva (PT-RJ)
Clarissa Garotinho (PR-RJ)
Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Apóstolo Ezequiel Teixeira (SD-RJ)
Francisco Floriano (PR-RJ)
Marcos Soares (PR-RJ)
Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ)
Washington Reis (PMDB-RJ)
Antônio Jácome (PMN-RN)
Nilton Capixaba (PTB-RO)
Marcos Rogério (PDT-RO)
Jhonatan de Jesus (PRB-RR)
Onyx Lorenzoni (DEM-RS)
Ronaldo Nogueira (PTB-RS)
Pastor Jony (PRB-SE)
Laércio Oliveira (SD-SE)
Antônio Bulhões (PRB-SP)
Bruna Furlan (PSDB-SP)
Edinho Araújo (PMDB-SP)
Gilberto Nascimento (PSC-SP)
Jefferson Campos (PSD-SP)
Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Marcelo Squasoni (PRB-SP)
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP)
Paulo Freire (PR-SP)
Roberto Alves (PRB-SP)
Roberto de Lucena (PV-SP)
Vinicius Carvalho (PRB-SP)

Escritor ateu se torna cristão ao escrever livro sobre os horrores e catástrofes do século XX



O produtor de cinema e escritor norte americano Jason Jones, autor do livro The Race to Save Our Century (A Corrida para Salvar Nosso Século, em tradução livre) falou recentemente em entrevista sobre o processo de escrita da obra ao lado do escritor John Zmirak. Antes ateu, Jones revelou na entrevista que se converteu ao cristianismo durante a produção do livro.
A obra literária teve como objetivo apontar cinco princípios fundamentais para evitar catástrofes do século XX, que agora podem ser evitados neste século em que vivemos. Porém, Jones conta que o trabalho envolvido na produção da obra acabou sendo um catalizador para que sua vida fosse transformada, guiando-o através da mensagem deixada por Jesus Cristo.
O ex-ateu conta que a ideia para o livro surgiu em forma de vídeo quando ele era um estudante universitário no Havaí (EUA), e tinha como objetivo incentivar seus colegas a se aprofundar no tema e fazer especialização no departamento de ciência política.
- Eu só queria derramar os horrores do século XX em dois minutos, para criar uma urgência entre os jovens na minha escola, e assim tomarem noção da importância de adentrar na ciência política – afirmou Jones, segundo o The Christian Post, ressaltando ainda que a ideia foi rejeitada por sua “faculdade de esquerda”.
Apesar da rejeição da universidade a ideia permaneceu viva, e Jones a transformou em um livro, em parceria com Zmirak. Ao longo do projeto ele afirma que descobriu o “foco” para sua vida: ajudar a criar um mundo melhor com medidas de precaução. O escritor detalha ainda que o processo em torno do livro modificou seu pensamento de ateu e libertário para cristão e conservador.
Sobre o argumento central do livro, o escritor explica que os horrores do último século são baseados em cinco ideologias do mal: o racismo e o nacionalismo; o militarismo e a “guerra total”; coletivismo utópico; individualismo radical; e o hedonismo utilitarista.
Jones e Zmirak afirmam no livro que estas ideologias propagadoras do mal podem ser exterminadas através da evolução dos pensamentos por meio de cinco princípios fundamentais: o valor único e absoluto de toda a pessoa humana; o direito natural; a defesa das instituições civis que se encontram entre povo e governo; a solidariedade; e uma economia humana.

Ativistas gays terão mais dificuldades para aprovar leis nos próximos quatro anos, dizem analistas



A nova formação do Congresso Nacional definida no último domingo, 05 de outubro, é vista como mais conservadora e desafeita às pautas ambicionadas pela militância formada pelos ativistas gays.
Para Antônio Augusto Queiroz, analista político e diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), os deputados e senadores eleitos formarão o Congresso Nacional mais conservador dos últimos 50 anos.
“O novo Congresso é, seguramente, o mais conservador do período pós-1964. As pessoas não sabem o que fazem as instituições e se você não tem esse domínio, é trágico”, opinou Queiroz, em entrevista ao Diário do Comércio e Indústria.
Para Queiroz, é possível que os debates nos próximos anos entre os setores conservadores e os defensores de minorias, como os ativistas gays, seja ainda mais tenso, afinal, boa parte dos parlamentares conhecidos como articuladores não retornarão aos cargos.
“No caso da Câmara, muitos dos parlamentares que cuidavam da articulação [a fim de evitar tensões) não estarão na próxima legislatura. Algo como 40% da 'elite' do Congresso não estará na próxima legislatura, seja porque não conseguiu se reeleger ou disputou outros cargos. Houve uma guinada muito grande na direção do conservadorismo”, comentou o diretor do DIAP.
Segundo Queiroz, pautas como casamento gay e aborto, por exemplo, deverão encontrar mais resistência no Congresso Nacional nos próximos quatro anos do que nos últimos: “Se no atual Congresso houve dificuldade para que elas prosperassem, no próximo isso será muito mais ampliado. Houve uma redução de quem defendia essa pauta no Parlamento e praticamente dobrou [o número de] quem é contra”, observou.
O jornalista Thiago de Araújo, do Brasil Post, afirma que as eleições formaram uma Câmara dos Deputados “mais Bolsonaro e Fidelix e menos LGBT pelos próximos quatro anos”. Esse fato pode ser visto como uma reação da sociedade à agressividade com que ativistas gays levantaram suas bandeiras, metodologia que na visão de muitos analistas colocava todos os que tinham discordâncias ideológicas como homofóbicos.

Pastor Silas Malafaia publica vídeo com cinco motivos para “não votar em Dilma”; Assista



O engajamento do pastor Silas Malafaia na remoção do PT do governo brasileiro ganhou mais um capítulo essa semana. Um novo vídeo gravado pelo líder evangélico traz duros ataques à administração petista e lista motivos para que o voto seja pela mudança na presidência.
O primeiro dos motivos listados pelo pastor foi a “alternância de poder”, que segundo Malafaia, “é fundamental para o Estado democrático de direito”. O pastor afirmou ainda que em nações com democracia mais madura que a brasileira, a população sempre troca os governantes.
O segundo motivo apontado por Malafaia para votar em Aécio Neves (PSDB) são os casos de corrupção do mensalão: “Nem Lula, nem Dilma, nunca condenaram os vagabundos corruptos do seu partido, que estão na cadeia, pela roubalheira do mensalão. Isso é uma vergonha. Pelo contrário. Lula lá em Portugal ainda fez defesa dessa bandidagem”, comentou.
O “petrolão”, caso de corrupção na empresa estatal de petróleo brasileira, foi apontado como o terceiro motivo: “A delação premiada do diretor da Petrobrás [Paulo Roberto Costa] foi aceita pela Justiça. Significa que o que esse cara está falando é a verdade. É uma roubalheira na Petrobrás muito maior do que o mensalão. E o PT está envolvido até o pescoço”.
Malafaia comentou ainda a postura da presidente da República no caso: “Não vou dizer que Dilma está envolvida. Não vou ser leviano. Mas se ela não está envolvida, [podemos dizer que] no mínimo é incompetência dela. Ela foi presidente do Conselho de Administração [da Petrobrás]. Ela foi ministra da Casa Civil [no governo Lula]. E como presidente nomeou esse ladrão vagabundo”.
O quarto motivo apontado pelo pastor foi a perseguição religiosa contra cristãos: “Artigo 4º, Inciso 8 da Constituição Brasileira: o Brasil repudia o terrorismo e o racismo. O presidente da República deve ser a pessoa mais importante para fazer cumprir a Constituição. Dilma, depois da sua fala na ONU, com jornalistas brasileiros, propôs diálogo [...] com radicais, terroristas, do Estado Islâmico. Não é uma nação, é um grupo terrorista de assassinos facínoras de cristãos. É uma afronta. 90% dos brasileiros são cristãos”, disse o pastor, aos berros.
A inflação foi apontada como o quinto motivo para que o eleitor remova o Partido dos Trabalhadores do poder. “Sabe porque tudo de bom está acontecendo no Brasil? Por uma coisa que o PT foi contra: o Plano Real. Você sabe quanto era a inflação? 980% [ao ano]. Quem se lembra aí? Os garotos novos não sabem [...] Todo dia no mercado era um preço, era uma coisa de maluco. Não tinha dinheiro pro trabalhador. Quem é que deu o Plano Real – que o Lula e o PT foram contra -?”, questionou o pastor, fazendo referência ao então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, responsável pela organização do plano econômico que deu origem à nova moeda, mais estável.
“O Sr. Lula disse que os programas sociais que começaram no governo FHC e que foram ampliados pelo PT eram para ‘produzir vagabundos’”, acrescentou o pastor, antes de mostrar um vídeo de Lula, no ano 2000, criticando os programas sociais do PSDB que deram origem ao Bolsa Família.